A Secretaria de Saúde divulgou o quinto LIRAa de 2026 e apontou índice de 4,3 em Nossa Senhora da Glória, classificado como alto. 43 municípios estão em médio risco, 30 em baixo e 1 sem levantamento.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta terça-feira (29), o quinto Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O estudo identificou um município sergipano com alto índice de infestação: Nossa Senhora da Glória, no Sertão, que registrou 4,3.
Distribuição dos municípios por risco
- Alto risco: 1 município (Nossa Senhora da Glória, índice 4,3)
- Médio risco: 43 municípios
- Baixo risco: 30 municípios
- Sem levantamento: 1 município
Critérios de classificação
- Satisfatório (baixo risco): de 0 a 0,9
- Média infestação (médio risco): de 1,0 a 3,9
- Alto risco: acima de 4,0
A SES ressaltou a importância de manter o alerta diante das condições climáticas previstas para o período de El Niño. O aumento das temperaturas e as alterações no regime de chuvas podem favorecer a proliferação do mosquito, segundo o comunicado da pasta. Por isso, as medidas de prevenção e combate ao Aedes aegypti devem continuar.
O boletim destacou ainda dados das arboviroses no estado, referentes à Semana Epidemiológica 38, cobrindo o período de 4 de janeiro a 26 de setembro de 2026. No acumulado, foram notificados 4.479 casos de dengue, dos quais 1.113 foram considerados prováveis e 727 confirmados. O documento contabilizou dois óbitos por dengue no ano.
Na própria Semana Epidemiológica 38 foram registrados 46 casos notificados de dengue, 36 considerados prováveis, 10 confirmados e nenhum óbito no período. Em relação à chikungunya, o boletim indicou 958 casos notificados, 314 prováveis e 259 confirmados, sem registro de óbitos. Para a zika, foram apontados 98 casos notificados, nove prováveis e seis confirmados, também sem mortes.
A SES alertou para o efeito da estiagem no comportamento da população, que pode favorecer o armazenamento de água em recipientes domésticos. Quando os reservatórios não são protegidos, eles podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti. A orientação é manter caixas d’água e outros reservatórios tampados e eliminar locais com água parada, como pneus e vasos de plantas.
O levantamento mede a presença do vetor nas localidades pesquisadas e serve como base para ações de controle e orientação à população. A SES reafirmou a necessidade de continuidade das ações de vigilância e mobilização social para reduzir a circulação do mosquito, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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