Em 24 de agosto, a Assembleia Legislativa homenageou a professora Sandra Aiache Menta. A proposta do deputado Ibrain de Valmir (PV) frisou sua contribuição à educação, à saúde e à proteção dos direitos das mulheres.
A Assembleia Legislativa de Sergipe realizou, no dia 24 de agosto, sessão especial para a entrega do Título de Cidadania Sergipana à professora Dra. Sandra Aiache Menta, em reconhecimento à sua trajetória profissional e à contribuição para a educação, a saúde pública, a promoção dos direitos humanos e o desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres. A homenagem foi de autoria do deputado Ibrain de Valmir (PV).
A solenidade reuniu autoridades, amigos, familiares e colegas de trabalho da homenageada, que acompanharam a entrega da honraria e destacaram a importância de sua atuação em Sergipe, especialmente no município de Lagarto e no âmbito da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
A mesa de honra foi composta pelo deputado Ibrain; pelo reitor da UFS, professor André Maurício; e pela professora Dra. Candice Lima, representante do Campus Lagarto da instituição.
“É uma grande satisfação poder reconhecer a trajetória da professora Sandra Aiache Menta, uma profissional que escolheu Sergipe para viver, trabalhar e contribuir com a nossa sociedade. Ao longo dos anos, ela tem se destacado não apenas na educação e na saúde, mas também na defesa dos direitos humanos, no enfrentamento à violência contra a mulher e na atenção às populações mais vulneráveis. O Título de Cidadania Sergipana é uma forma de reconhecer todo esse trabalho e, sobretudo, de dizer que Sergipe também a reconhece como parte da sua história. É uma homenagem justa a quem tem dedicado conhecimento, compromisso e sensibilidade à construção de um estado mais humano, inclusivo e com mais justiça social.”
Ibrain de Valmir afirmou que a honraria simboliza o reconhecimento do estado ao trabalho da professora.
Sandra Aiache Menta nasceu em 1963 no interior do Paraná. É a terceira filha de um imigrante libanês e de uma mãe descendente de portugueses. Graduou-se em Terapia Ocupacional pela Universidade Tuiuti do Paraná e iniciou a trajetória profissional na Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, onde permaneceu até 1990.
Posteriormente, mudou-se com a família para Mato Grosso do Sul, onde ocupou diferentes funções públicas nas áreas da saúde e da educação superior. Em 2007, transferiu-se para Alagoas e integrou o corpo docente da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), atuando durante quatro anos como professora do curso de Terapia Ocupacional.
Desde 2012, Sandra Menta é professora do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Sergipe, no Campus Lagarto, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à promoção da saúde e dos direitos humanos. Possui especialização em Saúde Pública, mestrado em Psicologia pela Universidade Católica Dom Bosco e doutorado em Psicologia Social pela Universidad Argentina John F. Kennedy.
Ao longo da carreira, a atuação de Sandra Menta tem sido marcada pelo trabalho com populações em situação de vulnerabilidade social, incluindo comunidades indígenas, mulheres em situação de violência e população trans, além de ações relacionadas ao enfrentamento da violência de gênero e à saúde do trabalhador. Ela também exerceu funções na administração pública municipal e estadual e desenvolveu atividades acadêmicas e assistenciais vinculadas à defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), da equidade e da justiça social.
Entre os trabalhos de maior destaque está a coordenação dos Grupos de Apoio a Mulheres Agredidas (GAMA) e dos Grupos Reflexivos para Homens Autores de Violência Doméstica (GASVID). Em 2019, a iniciativa recebeu reconhecimento nacional como referência em boas práticas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. No mesmo ano, Sandra Menta recebeu o Título de Cidadã Lagartense.
A experiência desenvolvida por meio do GASVID também contribuiu para a criação de uma política pública estadual. Em 2020, Sergipe instituiu, por meio da Lei nº 8.777, de 16 de outubro, a Política Pública de Recuperação e Reeducação de Autores de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
“É uma alegria muito grande estar participando hoje da solenidade da cidadania sergipana de Sandra, que nós juntas trilhamos aí um caminho de 10 anos, abrindo uma porta inusitada no Brasil, trazendo o primeiro grupo reflexivo para homens autores de violência em Sergipe.”
A delegada de Polícia e diretora de Proteção e Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, Dra. Ana Carolina, destacou a contribuição da professora para o enfrentamento da violência de gênero e afirmou que o trabalho também ajudou na implantação de outras iniciativas, como o grupo de apoio às mulheres e ações voltadas à população trans.
“É uma pessoa que vem fazendo trabalhos inovadores e preparando cidadãos com senso crítico e de reflexão para realmente transformar a realidade local.”
Dra. Ana Carolina acrescentou que a atuação da homenageada representa uma contribuição inovadora para o enfrentamento da violência de gênero.
“É uma alegria imensa entregar esse título à doutora Sandra, que veio agregar ao nosso estado e trouxe muitas conquistas não só na Terapia Ocupacional, que é a área de formação dela, mas também na administração pública, na UFS de Lagarto e no HUL.”
O médico ortopedista e amigo da homenageada, Dr. Marco Freire, ressaltou a contribuição de Sandra para diferentes áreas do serviço público e da educação em Sergipe.
“É uma pessoa mais do que merecedora. Fica aqui meu voto de parabéns e agora meu abraço de conterrâneo.”
O professor Marcos Borges, vizinho e amigo da homenageada, também destacou a relação construída ao longo de mais de uma década e a importância do trabalho desenvolvido por Sandra.
Fonte: Alese
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