A vereadora Pastora Salete fez um duro pronunciamento contra a gestão do prefeito Airton Martins, denunciando o que classificou como “falta de transparência, desorganização e descaso” na condução da contratação de mão de obra para a nova fase da termelétrica no município.
Indignada, a parlamentar afirmou que a Prefeitura convocou a população sem apresentar critérios claros de seleção, levantando suspeitas sobre a lisura do processo.
“Não existe transparência. Não existe critério. O povo foi chamado, mas ninguém sabe como será contratado. Isso é inaceitável”, disparou.
A vereadora Pastora Salete relembrou que o mesmo cenário foi registrado em 2017, durante a primeira fase da obra, quando trabalhadores locais precisaram lutar para garantir espaço nas vagas.
“Estamos vendo o mesmo erro se repetir. Na primeira fase, tivemos que brigar para que nossos nossos jovens tivessem oportunidade. Agora, a história se repete, e a Prefeitura continua sem planejamento”, criticou.
Pastora vereadora Salete também denunciou o abandono de um Galpão público que poderia estar qualificando a população. Um galpão construído por meio de parceria com a iniciativa privada, destinado à formação profissional, segue sem funcionamento.
“O galpão está pronto, entregue, com chave na mão da gestão. E o prefeito simplesmente não coloca para funcionar. Isso é um absurdo. Enquanto isso, o povo fica sem qualificação e perde vagas”, afirmou.
Segundo a parlamentar, a nova etapa da obra vai exigir profissionais especializados, como soldadores, caldeireiros, eletricistas industriais e técnicos em automação — mão de obra que poderia ser local, caso houvesse preparo.
“Tem gente da nossa cidade trabalhando fora, esperando uma chance de voltar. Mas como voltar, se não existe organização, nem preparo?”, questionou.
A vereadora Pastora Salete ainda rebateu a narrativa de que as empresas contratam livremente sem obrigação com o município. Ela destacou que, por se tratar de um projeto financiado pelo BNDF internacional, existe cláusula que garante prioridade para trabalhadores locais.
“Há uma obrigação de priorizar a mão de obra da cidade. Isso está em contrato. O problema é que o prefeito Airton Martins não faz sua parte e deixa o povo de fora”, denunciou.
Ao final, a vereadora Pastora Salete foi enfática ao responsabilizar a gestão municipal.
“O que está faltando é compromisso. Falta gestão. E, principalmente, respeito com o povo de Barra dos Coqueiros”, concluiu.
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