IAV-IDV aponta crescimento nominal de 2,2% em junho e previsão de alta de 2,9% em julho, 1,7% em agosto e 2,2% em setembro. Ajustados pelo IPCA, os números mostram queda de até 3,0% no período.
Os dados mais recentes do Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista, apontam um crescimento nominal de 2,2% em junho. Além disso, as previsões indicam um aumento de 2,9% em julho, 1,7% em agosto e 2,2% em setembro, em comparação aos mesmos meses do ano anterior.
Por outro lado, os dados ajustados pelo IPCA mostram uma queda de 1,7% em julho, 3,0% em agosto e 2,5% em setembro, com uma redução de 2,4% em junho em relação ao mesmo mês de 2025.
Uma pesquisa realizada pela Getnet revelou que as vendas do varejo no Brasil cresceram 6% durante a Copa do Mundo, se comparadas ao mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo varejo físico, que registrou um aumento de 4%. O segmento de supermercados e hipermercados destacou-se, apresentando um crescimento de 17% nas vendas em relação a 2025.
A Associação Brasileira de Inteligência de Mercado e Comércio Eletrônico (Abiacom) estima que o varejo brasileiro deve alcançar um faturamento total de R$ 258,4 bilhões até o final de 2026, o que representa uma expansão de 10% em comparação ao ano anterior. Este cenário é sustentado pelas quatro principais campanhas sazonais do segundo semestre, que devem injetar R$ 65,07 bilhões no e-commerce.
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No primeiro trimestre de 2026, o PIB brasileiro cresceu 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os setores que se destacaram incluem a Agropecuária, com alta de 0,7%, a Indústria, com aumento de 1,6%, e os Serviços, que cresceram 2,1%. Em contrapartida, a despesa de consumo das famílias subiu 1,7%.
As exportações de bens e serviços cresceram 7,4%, enquanto as importações avançaram 1,2% no mesmo período. As projeções para o PIB em 2026 indicam um crescimento de 1,99%, representando uma desaceleração em relação a 2025. Uma preocupação para o varejo e a indústria é a manutenção do imposto de importação zerado nas vendas cross-border por plataformas digitais asiáticas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho registrou um crescimento de 0,16%, acumulando 4,64% em 12 meses. O Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, totalizando três cortes consecutivos em 2026.
“Os riscos para que a inflação surpreenda para cima são maiores hoje do que as ameaças para baixo”, afirmou o presidente do IDV, Jorge Gonçalves Filho, sobre a decisão do Copom.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FGV, permaneceu estável, com uma variação de -0,1 ponto em junho, totalizando 88,7 pontos. Essa estabilidade é resultado de variações opostas entre os componentes do índice, com o Índice de Expectativas caindo 0,9 ponto e o Índice de Situação Atual avançando 0,9 ponto, marcando sua terceira alta consecutiva.
As projeções do IAV-IDV são baseadas nas expectativas de faturamento de aproximadamente 20% das vendas no varejo brasileiro, representadas por empresas de diversos setores.
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