Levantamento da Pluxee mostra que o vale-refeição cobriu 8 dias úteis por mês, em média, em Sergipe no 1º semestre de 2026. Gasto médio por transação subiu a R$50,16; a alta mensal foi 126,2% em 2026 ante 109% em 2025.
Um levantamento realizado pela Pluxee, empresa especializada em benefícios e engajamento de colaboradores, revelou que o vale-refeição cobriu, em média, 8 dias úteis por mês em Sergipe durante o primeiro semestre de 2026.
Para lidar com a limitação do benefício, muitos trabalhadores têm adaptado seus hábitos de consumo. O gasto médio por transação subiu para R$ 50,16, levando a um aumento mensal médio de 126,2% em 2026, em comparação a 109% em 2025, o que representa uma elevação de 17,2 pontos percentuais.
Além disso, a pesquisa apontou variações nos hábitos de utilização do vale-refeição. As compras realizadas no ambiente digital apresentaram um tíquete médio de R$ 55,51, enquanto as transações presenciais atingiram R$ 49,73. Essa diferença entre os canais demonstra como os trabalhadores ajustam seus comportamentos de consumo para otimizar o uso do benefício, buscando alternativas que se alinhem às suas necessidades e ao orçamento disponível.
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“Mais do que um apoio financeiro, o vale-refeição representa uma demonstração concreta de cuidado e valorização por parte das empresas. Em um cenário de pressão sobre o poder de compra, acompanhar a efetividade do benefício é fundamental para garantir que ele continue cumprindo seu papel de apoiar a alimentação e o bem-estar dos colaboradores”, afirmou Antônio Alberto Aguiar (Tombé), Diretor Executivo de Estabelecimentos da Pluxee.
No Brasil, o levantamento indicou que o vale-refeição passou a cobrir, em média, 9 dias úteis por mês em 2026, representando uma redução de 4,4% em relação aos 10 dias do mesmo período do ano anterior. Isso reflete a crescente pressão sobre o poder de compra dos trabalhadores brasileiros e sugere uma perda de efetividade do benefício. A necessidade média de complemento aumentou de 93,2% em 2025 para mais de 100% em 2026, o que indica que o valor recebido em vale-refeição é insuficiente para cobrir os gastos alimentares mensais sem recursos adicionais do trabalhador.
“Os dados acendem um sinal de alerta inegável para a segurança alimentar do trabalhador brasileiro. O principal ponto de atenção que os números indicam é a discrepância entre a inflação e o reajuste do benefício, pois enquanto o IPCA da alimentação fora do domicílio foi de 6,22%, o valor facial do vale-refeição subiu apenas 1,5%. Esse cenário está reduzindo o poder de compra em um ritmo acelerado e ampliando a necessidade de complemento por parte dos trabalhadores, que hoje precisam desembolsar, em média, R$ 589,00 a mais do que recebem em vale-refeição para cobrir seus gastos”, concluiu o executivo.
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