Chamada de 2026 inclui 21 novos bolsistas — 19 pela primeira vez e 2 por promoção — e renova outras 15 bolsas, totalizando 124 pesquisadores contemplados. Para o pró-reitor Eduesley Santana, o reconhecimento fortalece a pesquisa além da conquista individual.
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) ampliou para 124 o número de pesquisadores contemplados com bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Este reconhecimento é considerado um dos principais incentivos à produção científica no Brasil. O resultado da chamada de 2026 inclui 21 novos bolsistas, sendo 19 contemplados pela primeira vez e dois promovidos de categoria, além da renovação de outras 15 bolsas.
O pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFS, Eduesley Santana, ressaltou que esse reconhecimento vai além da conquista individual.
A bolsa de produtividade é uma honraria concedida pelo CNPq após uma avaliação extremamente rigorosa da trajetória acadêmica e científica do pesquisador. Quando vemos que hoje a UFS possui 124 docentes integrando esse grupo, isso demonstra que a pesquisa desenvolvida na universidade alcançou um novo patamar e evidencia a qualidade dos pesquisadores que temos.
A coordenadora de Pesquisa da UFS, Lara Arguelho, destacou que esse reconhecimento fortalece a universidade em um cenário de crescente competitividade por recursos destinados à pesquisa.
Quando temos um grupo grande de pesquisadores com inserção nacional, conseguimos competir com mais força em diferentes editais. Esse é um diferencial importante para captar recursos e ampliar o desenvolvimento científico da universidade.
A UFS agora conta com sete pesquisadores na categoria A, o nível mais elevado da modalidade. Eduesley enfatizou que a permanência nesta categoria depende de avaliações periódicas, que analisam a continuidade da produção científica, a formação de novos pesquisadores, o desenvolvimento de projetos e o impacto das pesquisas.
Não basta conquistar a bolsa. É preciso manter uma produção consistente ao longo dos anos para permanecer nesse grupo e evoluir de categoria. Isso estimula a excelência da pesquisa e fortalece toda a universidade.
Atualmente, a UFS possui 375 grupos de pesquisa certificados pelo CNPq, reunindo professores, técnicos e estudantes da graduação e da pós-graduação em torno da produção de conhecimento em diversas áreas.
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O reconhecimento do CNPq também evidencia a diversidade de pesquisas na UFS e seus impactos na sociedade. O professor Marzo Edir, do Departamento de Educação Física, lidera o Grupo de Treinamento Funcional (FTG), que desenvolve estudos sobre treinamento funcional, especialmente com idosos.
Nossas pesquisas buscam melhorar a funcionalidade dos indivíduos no dia a dia. Trabalhamos principalmente com mulheres idosas e os resultados têm mostrado benefícios, com melhorias no sistema imunológico, na qualidade de vida, redução de dores dos pacientes e uma série de outras variáveis que nós analisamos ao longo dos últimos anos, sempre mostrando os benefícios desse tipo de treinamento.
Além da produção científica, os estudos articulam pesquisa e extensão, envolvendo estudantes de diferentes níveis. Marzo acrescentou que essa pesquisa contribui para subsidiar políticas públicas voltadas ao envelhecimento saudável.
A nossa pesquisa é muito relevante para a universidade e para todo o país, porque serve de base para que possam ser formuladas políticas públicas, para diminuir o custo em saúde da população idosa.
Na área das ciências exatas e da saúde, a professora Divanízia Souza coordena o Grupo de Pesquisa em Materiais e Física Médica (MPMG). Ela destacou que o avanço das tecnologias nos serviços de saúde exige profissionais cada vez mais qualificados.
Os estudos voltados à dosimetria das radiações têm contribuído de maneira significativa para a formação de profissionais qualificados.
Divanízia também mencionou a importância da pesquisa para a formação de professores da educação básica, aproximando crianças e jovens da ciência.
Considero muito significativo para um docente ser Bolsista de Produtividade em Pesquisa, pois isso representa o reconhecimento das pesquisas desenvolvidas e garante apoio para o desenvolvimento dos projetos.
Para Lara Arguelho, o avanço da pesquisa na universidade está diretamente relacionado ao capital humano.
O nosso maior patrimônio é o capital humano. E cada professor que chega à universidade traz novos saberes, novas vivências e novas possibilidades de interação.
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