A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe enfatiza a relevância do Teste do Pezinho, um exame essencial para a identificação precoce de doenças graves em recém-nascidos. O procedimento, realizado na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alto risco, possibilita o início rápido do tratamento, reduzindo assim o risco de sequelas.
O Teste do Pezinho, parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), permite a detecção de sete doenças, incluindo fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita. O exame é realizado em bebês que permanecem internados na unidade por mais de três dias.
Com a proximidade do Dia Nacional do Teste do Pezinho, comemorado em 6 de junho, a SES reforça a importância da conscientização sobre a realização desse exame, que é celebrado como ‘Junho Lilás’. A pediatra Roseane Porto, diretora técnica da MNSL, destaca que a identificação precoce das doenças possibilita intervenções rápidas e eficazes, evitando sequelas. Segundo ela, o teste deve ser realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida, preferencialmente na Unidade Básica de Saúde mais próxima ou durante a internação do bebê.
Além disso, a coleta pode ser adaptada para bebês prematuros ou com baixo peso. Nestes casos, uma segunda amostra é coletada 14 dias após a primeira, garantindo um rastreio mais confiável.
A triagem é realizada por meio de exames de sangue colhido no calcanhar do recém-nascido, e quando necessário, a coleta é feita de maneira a evitar múltiplas punções no bebê. Em 2025, a MNSL registrou 4.916 partos, sendo que aproximadamente 60% dos recém-nascidos realizaram o Teste do Pezinho. Nos primeiros cinco meses de 2026, foram 2.166 partos, com 1.250 testes realizados.
“A realização de todos os exames neonatais é fundamental, especialmente por ter vivido uma gestação de alto risco”, afirma Lívia Araújo Santana, mãe da pequena Eloise.
Para melhorar a cobertura do Teste do Pezinho, a SES promoveu uma capacitação visando qualificar os profissionais das maternidades responsáveis pela coleta. Durante a capacitação, foram discutidas as doenças rastreadas pelo teste, a importância da coleta no prazo correto e estratégias para localizar recém-nascidos que não realizaram o exame. A referência técnica da saúde da criança e do adolescente da Atenção Primária da SES, Larissa Primo, enfatizou que a coleta adequada é fundamental para evitar amostras inválidas e garantir resultados precisos.
“Com a qualificação das equipes, a SES pretende reduzir erros na coleta e melhorar os resultados em saúde para as crianças e suas famílias”, destacou Larissa.
A técnica de enfermagem Flaviane Barbosa acrescentou que a capacitação é uma oportunidade para aprimorar conhecimentos e fortalecer a assistência aos recém-nascidos. O Teste do Pezinho, realizado gratuitamente pelo SUS, é uma ferramenta vital para o diagnóstico precoce de condições que podem afetar a saúde dos bebês.






Fonte: Saúde – Sergipe
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