Taxa de desocupação caiu para 7,9% no 2º trimestre de 2026, ante 8,6% no 1º trimestre e 8,1% em 2025. Dados do IBGE divulgados nesta sexta (14) mostram também o maior rendimento médio da região.
Sergipe apresentou melhora nos indicadores do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2026. A taxa de desocupação no estado caiu para 7,9%, ficando abaixo dos 8,6% registrados no primeiro trimestre deste ano e dos 8,1% observados no segundo trimestre de 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre de 2023, a taxa de desocupação era de 10,3%, o que representa uma queda de 2,4 pontos percentuais no período de três anos. No Nordeste, a taxa de desocupação seguiu trajetória semelhante, diminuindo de 8,4% no primeiro trimestre de 2026 para 7,6% no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, a taxa regional era de 8,2%.
O chefe da Seção da Pnad em Sergipe, João Teles, destacou que a redução do desemprego reflete diretamente a ampliação da capacidade de autossustento das famílias. Ele enfatizou que esse cenário justifica a celebração da queda dessa taxa nos últimos anos. Entretanto, a informalidade continua a ser um fator de preocupação nos indicadores econômicos, exigindo atenção contínua.
Em relação ao rendimento médio, Sergipe se destacou pela média real habitual. No segundo trimestre de 2026, os trabalhadores sergipanos receberam, em média, R$ 3.042 por mês, o maior valor entre todos os estados do Nordeste. Apesar da leve retração em comparação ao primeiro trimestre deste ano, quando o valor era de R$ 3.109, o rendimento permanece acima dos R$ 2.679 registrados no segundo trimestre de 2025. Em relação ao mesmo período de 2023, quando o valor era de R$ 2.408, o crescimento real acumulado atinge 26,3%.
No âmbito regional, o rendimento médio no Nordeste foi estimado em R$ 2.645 no segundo trimestre de 2026, patamar que supera os R$ 2.522 do segundo trimestre de 2025.
A pesquisa do IBGE também apontou uma significativa redução no número de pessoas desalentadas — aquelas que desejam trabalhar e estão disponíveis, mas desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão oportunidades. Em Sergipe, o número de desalentados caiu de 64 mil pessoas no segundo trimestre de 2025 para 33 mil no mesmo período de 2026, representando uma queda de 49,4% em um ano.

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