O Estado começou a distribuir o novo imunizante para os 75 municípios, com foco em crianças menores de 2 anos. A vacina protege contra 20 sorotipos da bactéria causadora de pneumonia e meningite.
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou a incorporação gradativa da vacina pneumocócica 20-valente conjugada na rede pública de saúde. O novo imunizante, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a versão mais moderna contra doenças pneumocócicas e protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, prevenindo infecções respiratórias e doenças invasivas graves como pneumonia, meningite, sepse, bacteremia, otite e sinusite.
O Ministério da Saúde enviou ao Estado 6.100 doses para o início da transição gradual, que substituirá progressivamente as vacinas pneumo 10, 13 e 23 — todas já ofertadas pelo SUS. As doses estão sendo distribuídas para os 75 municípios sergipanos. Neste primeiro momento, o grupo-alvo prioritário é o de crianças menores de 2 anos, incluindo aquelas que já iniciaram esquema vacinal com os outros imunizantes pneumocócicos ou que estão com o esquema em atraso. A estimativa é que mais de 55 mil crianças menores de 2 anos sejam vacinadas com a pneumo 20 em Sergipe, para o que o Estado ainda receberá doses adicionais do novo imunizante.
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A gerente do Programa de Imunização Estadual, Illani Paulina, explicou que, durante o período de transição, a estratégia nacional prevê o uso concomitante da pneumo 20 com as vacinas pneumo 10, 13 e 23, que continuarão sendo aplicadas até o esgotamento dos estoques existentes. Nessa fase, o esquema vacinal para cada criança contará com a aplicação de duas doses da pneumo 20 e uma dose da pneumo 10. “A pneumo 20 é uma vacina de maior valência, oferece uma proteção contra mais cepas, o que dá uma maior cobertura vacinal, protegendo contra mais doenças pneumocócicas. Após a conclusão dessa fase de implantação gradual e período de transição, ela passará a substituir gradativamente as demais vacinas pneumocócicas disponíveis no Programa Nacional de Imunizações”, frisou a gerente. A ampliação da cobertura sorotípica tem como objetivo reduzir casos graves, hospitalizações, óbitos e sequelas decorrentes de doenças pneumocócicas invasivas, ainda consideradas um problema de saúde pública no Brasil.


Fonte: Saúde – Sergipe
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