O sergipano Rodrigo Bittes lança o primeiro álbum de estúdio, com nove faixas autorais que cruzam sertanejo, piseiro, forró, brega, pagode, salsa e axé. O trabalho é independente e já está em pre-save.
Rodrigo Bittes lança seu primeiro álbum de estúdio em formato de longa duração. Intitulado VIADO DESALMADO, o disco parte do sertanejo e cruza piseiro, forró, brega, pagode, salsa e axé ao longo de nove faixas autorais. O trabalho foi divulgado de forma independente e tem distribuição pela AlgoHits; o álbum já está disponível para pre-save nas plataformas digitais.
O disco foi construído como uma narrativa pelo próprio artista. As mudanças de gênero musical acompanham diferentes momentos de uma relação, como paixão, desejo, desilusão, arrependimento, reencontro e a busca por um lugar ao qual pertencer. A ideia inicial era mais restrita: a faixa-título foi o primeiro sertanejo composto por Rodrigo Bittes e chegou a orientar a concepção do projeto antes de evoluir.
“A gente entendeu que era mais interessante construir uma narrativa de um eu-lírico que passeia por amores, aventuras e desventuras, ilusões e desilusões, e que também, nesse passeio, passa por diferentes ritmos e estilos musicais”, diz Rodrigo em nota à imprensa.
Com base sertaneja, o álbum se abre para múltiplas sonoridades sem se prender a uma linguagem única. Entre os gêneros presentes estão piseiro, pagode, bossa nova, axé e elementos eletrônicos, numa continuidade de pesquisa sonora iniciada no EP Plantio (2022) e aprofundada na fase chamada Rodrigo-Techno-Bittes, quando o artista incorporou remixes e sonoridades eletrônicas ao repertório.
A produção musical de VIADO DESALMADO tem a maior parte dos arranjos assinada por Ivan Gomes. A faixa “ME DESCULPE, MAGOEI” foi produzida por JP Mansur. Entre os músicos e colaboradores, Paola Gibram participa na sanfona; Ariel Coelho aparece na percussão e na bateria. Os coros ficam por conta de Pina, Eva e Malu Magri; Eva também trabalhou na preparação vocal, enquanto Malu Magri assinou a direção vocal e participou na faixa “PRA SOFRER COM FORÇA”.
O trabalho preserva elementos ligados à formação de Rodrigo em Goiás. Referências ao cerrado, cavalos, ao universo sertanejo e ao deslocamento surgem tanto nas letras quanto na estética visual do disco. Na canção “SERTANEJO DA MINHA VIDA”, a saudade da terra natal amplia a história do álbum para além do foco no relacionamento amoroso.
O clipe da faixa-título mistura imagens do universo rural com referências de moda: dirigido por Renato Stockler e por Pina, a produção foi desenvolvida em concepção conjunta com o artista e coloca figurinos brilhantes e closes ao lado de cavalos e paisagens do campo. Renato Stockler também assina a fotografia utilizada na capa do álbum.
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