A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), afastou o servidor investigado após a apreensão de R$ 240 mil na residência do diretor de Administração e Finanças da Secretaria de Educação, ocorrida na última terça-feira (23). No entanto, a gestora não tomou medidas adicionais para investigar outras possíveis irregularidades na administração pública.
A apreensão pela Polícia Civil levanta questões sobre a gestão financeira da Prefeitura Municipal de Aracaju, com indícios de superfaturamento em contratos e cobrança de propina para liberação de pagamentos relacionados a contratos já executados. A situação exige uma investigação mais aprofundada para identificar os responsáveis pelo desvio de recursos.
O vereador Iran Barbosa (PSOL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal para solicitar uma investigação detalhada sobre a origem e o destino do dinheiro encontrado. Ele destacou a gravidade da situação, especialmente considerando as carências da rede pública de educação. “Não quero aqui fazer prejulgamento de ninguém. Sou daqueles que defende que todo mundo tem direito à ampla defesa e à investigação dos fatos”, disse o parlamentar.
“Embora a prefeita tenha acertado ao afastar o investigado do cargo, isso não é o suficiente. É necessário que o caso seja objeto de apuração meticulosa e transparente”, defendeu Iran Barbosa.
Barbosa também questionou a explicação de que o dinheiro seria para um negócio imobiliário, apontando que transações desse tipo geralmente são realizadas por meio de bancos, garantindo a prestação de contas à Receita Federal. “É muito importante que se investigue profundamente esse caso”, afirmou.
O vereador ressaltou a necessidade de uma sindicância pela Administração Municipal, com transparência e controle social, para esclarecer como o dinheiro destinado à educação pode estar sendo desviado. Ele questionou: “Quem são os gestores municipais beneficiados e para onde estavam indo as propinas?” e enfatizou a importância de aplicar corretamente os recursos para melhorar a educação no município.
A Controladoria-Geral da Prefeitura de Aracaju foi mencionada como um órgão que parece não ter exercido suas funções de forma eficaz, já que a descoberta das irregularidades se deu através da ação da Polícia Civil. A situação exige uma resposta contundente da administração municipal, que até agora se limitou a afastar o servidor investigado.
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