Eles vendiam colchões supostamente terapêuticos a idosos por R$ 6 mil a R$ 7 mil. A Polícia Civil diz que o casal recolhia documentos e contratava empréstimos consignados sem autorização.
Um casal foi preso em flagrante, nesta quinta-feira, 13, suspeito de aplicar o golpe do colchão magnético na cidade de Riachuelo. A Polícia Civil de Sergipe apurou que os investigados ofereciam colchões com alegadas propriedades medicinais, sem comprovação científica, e utilizavam documentos das vítimas para contrair empréstimos consignados sem o conhecimento dos idosos.
Segundo as investigações, os suspeitos abordavam principalmente pessoas idosas, apresentando os colchões a valores que variavam entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Durante as negociações, o casal solicitava documentos pessoais e orientava as vítimas a realizar procedimentos por videochamada, além de coletar impressões digitais em documentos.
Com as informações obtidas, os investigados realizavam empréstimos consignados vinculados aos benefícios de aposentadoria das vítimas. Em um dos casos, a dupla conseguiu transferir e sacar cerca de R$ 6 mil da conta de uma vítima, que não tinha conhecimento das operações financeiras realizadas em seu nome.
A prisão aconteceu em Riachuelo, na residência de uma das vítimas. No local, os policiais localizaram o casal e apreenderam o veículo utilizado nas abordagens, uma máquina de cartão e documentos relacionados às empresas que eram utilizadas pelos suspeitos.
Na ação, foi constatado que os investigados já haviam movimentado os valores obtidos por meio do golpe quando foram localizados. O casal foi preso em flagrante e encaminhado para uma unidade de custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Polícia Civil orientou que pessoas que tenham sido vítimas do golpe do colchão magnético procurem a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência e fornecer informações que possam contribuir com as investigações. Além disso, a polícia alertou que esse tipo de golpe tem ocorrido frequentemente em diferentes regiões do país, destacando a importância de não entregar documentos pessoais ou realizar procedimentos bancários sem entender completamente a finalidade.
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