A Polícia Civil da Bahia realiza ação em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, dois municípios do interior e seis cidades em SP, ES e SE. Investigação de março aponta mais de R$ 4 milhões em movimentações e suspeitas de tráfico, armas e lavagem.
Uma operação da Polícia Civil da Bahia cumpre mandados judiciais contra um grupo suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro na manhã desta quinta-feira (10). As ações ocorrem em 23 bairros de Salvador e da Região Metropolitana, em dois municípios do interior da Bahia e em seis cidades nos estados de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 4 milhões. A apuração começou em março deste ano e identificou suspeitas de tráfico de drogas, associação e organização criminosa, além de comércio, posse e porte ilegais de armas e munições.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados dividiam as atividades em núcleos distintos, responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e venda de entorpecentes. O grupo também seria responsável pelo fornecimento de armas de fogo.
A investigação aponta que as drogas eram enviadas para os estados de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe. Ainda segundo as investigações, os suspeitos negociavam armas e munições de calibre 5,56, que eram transportadas por meio de uma empresa de fachada.
As ações envolvem mais de 250 policiais e contam com o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e das polícias civis dos estados envolvidos. Os mandados judiciais cumpridos abrangem buscas e outras medidas determinadas pela Justiça.
As autoridades responsáveis pela operação não informaram, até o momento, o número de prisões, apreensões ou detalhes sobre eventuais resultados obtidos durante o cumprimento dos mandados. Também não foram divulgadas informações adicionais sobre a estrutura financeira do grupo além do montante estimado em mais de R$ 4 milhões.
A investigação, iniciada em março, segue em andamento e pode resultar em novas medidas judiciais conforme o prosseguimento das apurações. As ações desta quinta-feira integram o conjunto de diligências destinadas a desarticular a atuação do grupo e identificar responsáveis por logística, abastecimento e distribuição de armamento e entorpecentes.

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