Na convenção do PL em Sergipe, líderes descartaram reaproximação com Valmir de Francisquinho. Com o enfraquecimento da vice ligada a Flávio, o PL busca incluir o Republicanos, após conversas com Marinho.
Hoje, dia 3 de agosto, ocorre a convenção do PL, onde líderes como Rodrigo Valadares, Ricardo Marques e Edvan Amorim afirmaram que não há possibilidade de reaproximação com a turma de Valmir de Francisquinho. Rodrigo Valadares negou qualquer recuo do partido em relação a um apoio a Valmir.
No entanto, movimentações nos bastidores da convenção indicam que o PL, ao perceber o esvaziamento da candidatura à vice de Flávio Bolsonaro, busca, de diversas formas, incluir o Republicanos na chapa, indicando a vice-presidência.
Após diálogos entre as direções nacionais, o senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, comunicou a Rodrigo Valadares que o Republicanos iniciou conversas com o partido, incluindo Sergipe nas negociações. Rodrigo se mostrou aberto ao diálogo “em nome do projeto nacional”.
A história mostra que as interferências nacionais dos grandes partidos em Sergipe frequentemente não se concretizam. A esquerda, por exemplo, nunca exerceu controle decisivo sobre a formação de chapas no estado, fato que se deve à limitação do peso eleitoral de Sergipe na cena política nacional.
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No cenário atual da direita em Sergipe, a divisão entre os bolsonaristas do PL e os bolsonaristas “envergonhados” mantém um clima tenso. A turma de Rodrigo busca mostrar que são os verdadeiros defensores de Bolsonaro, enquanto Valmir tenta manter um equilíbrio sem se comprometer com um discurso radicalmente favorável a Flávio Bolsonaro.
Aliados de Francisquinho começaram a perceber vantagens na abertura do diálogo, como o fortalecimento do grupo e a intensificação da disputa, além da possível redução do risco de vitória de Mitidieri já no primeiro turno. Este é um argumento apresentado por esses aliados para justificar a conversa.
Apesar da abertura de diálogo por parte da direção nacional, as direções locais permanecem resistentes a mudanças. Um ponto importante a ser destacado é que não há reaproximação sem perdas.
Nos bastidores, o PL planeja lançar seu pré-candidato ao governo, Ricardo Marques, e seu pré-candidato ao Senado, Coronel Rocha, para compor com o Republicanos, sendo a prioridade a candidatura de Rodrigo Valadares.
O Republicanos, por sua vez, não pretende abrir mão de um dos seus nomes ao Senado para essa composição. Fontes do partido indicam que eles acreditam que é possível manter três candidaturas da direita, mesmo que oficialmente existam apenas duas vagas.
Diante do impasse e da resistência do Republicanos em abrir mão de uma vaga, o PL se vê em uma situação delicada. Se não houver uma composição vantajosa para ambos os lados, a situação poderá complicar ainda mais. A questão que permanece é: quem cederá? O cenário é incerto, e as negociações devem continuar até o dia 15, quando muito poderá ser decidido.
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