Daniel Vorcaro, preso desde março na Operação Compliance Zero, teve nova proposta de delação rejeitada pela Polícia Federal. O ex-banqueiro é investigado por fraudes bilionárias.
A Polícia Federal rejeitou a nova versão da proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do dono do Banco Master na quarta-feira (10).
Vorcaro está preso desde 4 de março, em uma das fases da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes financeiras. As investigações revelaram um dos maiores esquemas de corrupção financeira do Brasil, com fraudes bilionárias e uma rede de proteção institucional.
“A Turma”, como é conhecido o grupo liderado por Vorcaro, teria atuado em invasões eletrônicas e intimidações.
A cronologia do caso remonta a novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso em flagrante no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava embarcar em um jatinho com destino a Dubai. Na mesma época, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de sua corretora de câmbio devido a suspeitas de fraudes na emissão de títulos de crédito.
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Após 11 dias detido, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a substituição da prisão por medidas cautelares, permitindo que ele deixasse a prisão sob monitoramento eletrônico.
Em março de 2026, Vorcaro foi preso novamente, desta vez por determinação do ministro do STF André Mendonça, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A PF revelou que ele comandava o grupo “A Turma”, que se envolvia em ações de coerção e intimidação.
Além de Vorcaro, outros indivíduos foram presos, incluindo seu cunhado Fabiano Zettel, e Luiz Philip Mourão, conhecido como “Sicário”, que morreu após tentar suicídio na cela onde estava detido.
O avanço das investigações prosseguiu em abril e maio de 2026, com a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e a apreensão de endereços ligados ao senador Ciro Nogueira. A PF alega que o parlamentar favoreceu Vorcaro em troca de vantagens indevidas.
Em 13 de maio, áudios de Flávio Bolsonaro foram divulgados, revelando pedidos de apoio financeiro ao filme de Jair Bolsonaro. Na sequência, Vorcaro teve seu pai, Henrique Moura Vorcaro, preso por suspeita de envolvimento na organização de intimidação.
Além disso, na sexta fase da operação, agentes da Polícia Federal e peritos foram alvo de mandados de prisão por suposta participação no esquema de espionagem, revelando o vazamento de informações sigilosas e acesso irregular a bases de dados do Ministério Público Federal e da Interpol.
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