Valor é quase quatro vezes o orçamento anual do estado, estimado em R$ 19,7 bilhões. O aporte está atrelado ao projeto Sergipe Águas Profundas, previsto para operar até o fim da década.
A Petrobras anunciou um investimento de R$ 72,5 bilhões em Sergipe até 2030, data em que está prevista a operação do projeto Sergipe Águas Profundas. Esse montante representa quase quatro vezes o orçamento anual do estado, estimado em R$ 19,7 bilhões para 2026, podendo variar conforme a arrecadação.
O investimento destaca a importância da Petrobras para a economia sergipana, uma relação que começou na década de 1960, com a exploração do primeiro campo em terra no município de Carmópolis. No entanto, durante o governo Bolsonaro, a empresa iniciou a desativação de suas operações no estado.
Em outubro de 2020, a Petrobras decidiu vender todas as suas participações no Polo Carmópolis, que inclui 11 concessões de campos terrestres em Sergipe. Esse polo é composto por 3 mil poços em operação, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás em Carmópolis, além de aproximadamente 350 km de gasodutos e oleodutos.
A transação foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em janeiro de 2022, quando o Polo Carmópolis foi adquirido pela Carmo Energy (Grupo Cobra). O grupo espanhol planeja reiniciar a produção nos próximos meses.
O Polo inclui campos como Carmópolis, Aguilhada e Angelim, com uma produção média de 7,6 mil barris de petróleo por dia e 43 mil m³ de gás por dia entre janeiro e novembro de 2021. Além disso, a infraestrutura do polo permite o processamento, armazenamento e transporte de petróleo e gás natural.
A Petrobras anunciou que até 2035 investirá cerca de R$ 12,5 bilhões no descomissionamento de 26 plataformas de petróleo em águas rasas, um processo que começará no final de 2025 e incluirá o tamponamento de 169 poços.
Esses investimentos são considerados os maiores da história de Sergipe e ocorrem independentemente de ações do governo estadual. Em meio a esses anúncios, o estado enfrenta preocupações fiscais, com empréstimos que somam quase R$ 4 bilhões, criticados por falta de transparência na destinação das verbas.
O governador Fábio Mitidieri (PSD) está sob pressão para detalhar os gastos, especialmente após críticas de líderes políticos como Valmir de Francisquinho (Republicanos), que enfatizou a necessidade de clareza sobre o uso dos recursos públicos.
Siga o R2 Notícias e receba as notícias em primeira mão.
