Um filhote de veado-catingueiro encontrado molhado na rodovia foi levado a uma instituição em Itabaiana. Há 15 dias recebe cuidados em incubadora e acompanhamento veterinário; só o tempo dirá se será reintroduzido.
Um filhote de veado-catingueiro foi levado ao Parque dos Falcões, localizado em Itabaiana, no Agreste de Sergipe, após ser encontrado às margens de uma rodovia do estado. O animal está sob cuidados intensivos desde o resgate, ocorrido há 15 dias.
Uma família encontrou o filhote na beira da estrada, molhado por conta da chuva, e decidiu levá-lo ao parque. De acordo com o fundador da instituição, o animal foi colocado em uma incubadora, recebeu os primeiros socorros e a assistência de um veterinário do parque. “Só o dia a dia vai dizer se haverá como devolvê-lo à natureza ou se ele viverá livre aqui no parque”, afirmou.
O veado-catingueiro, um animal solitário e territorialista, mede pouco mais de um metro e pode pesar até 25 kg. A espécie apresenta diferenças visuais entre machos e fêmeas, além de variações conforme a idade, como machos com chifres, fêmeas com pelagem mais clara e filhotes pintados de branco. As principais ameaças enfrentadas pela espécie incluem desmatamento, atropelamentos e caça ilegal.
Preços vistos na Amazon em 16/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Apesar da boa intenção de resgatar o animal, o zootecnista Elias Alberto Gutierrez Carnelossi, professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), alerta que filhotes encontrados sozinhos nem sempre estão abandonados. Ele destaca que é provável que a mãe estivesse por perto no momento do resgate. “As pessoas, com boas intenções, acabam recolhendo o animal achando que está órfão”, explicou.
O professor enfatiza que a remoção precoce do filhote pode dificultar sua reintrodução na natureza. “Uma vez capturado e privado do aprendizado com a mãe até o desmame, esse animal dificilmente conseguirá sobreviver sozinho se for solto novamente”, afirmou.
Quanto ao transporte do animal, o zootecnista recomenda que, se necessário, ele deve ser levado em caixas de madeira fechadas, com pequenos furos para ventilação, e que os órgãos ambientais sejam comunicados imediatamente. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aconselha a população a evitar o contato direto com animais silvestres para prevenir zoonoses, doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos.
O órgão também ressalta a importância de acionar o Ibama pelo telefone 0800 061 8080 ou a Administração Estadual do Meio Ambiente de Sergipe (Adema) em casos de riscos, maus-tratos ou outros crimes ambientais.

Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.
