Nesta quarta (29), órgãos da rede se reuniram na Casa da Mulher Brasileira, em Aracaju, para a segunda edição da operação. O encontro definiu ações de prevenção, aprimorou o atendimento e reforçou combate ao feminicídio.
Na manhã desta quarta-feira, 29, instituições que compõem a rede de enfrentamento à violência contra a mulher em Sergipe se reuniram no auditório da Casa da Mulher Brasileira, em Aracaju. O encontro faz parte da segunda edição da Operação Mulher Segura e teve como objetivo discutir estratégias de prevenção, aprimorar o atendimento às vítimas e fortalecer as ações integradas de combate ao feminicídio.
A iniciativa é realizada em parceria entre a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM) e outras instituições da rede de proteção. O evento focou no aperfeiçoamento dos profissionais que atuam diretamente no atendimento às vítimas, abordando temas como interseccionalidade, não revitimização, protocolos institucionais e a importância da atuação integrada entre os órgãos envolvidos.
“Estamos aqui no auditório da Casa da Mulher Brasileira com profissionais de segurança pública para debater, após a exposição das palestrantes, ações e desafios no enfrentamento à violência contra a mulher em razão do gênero, tendentes a combater o feminicídio”, explicou a coordenadora da Operação Mulher Segura, delegada Nelile Castro.
O encontro contou com a presença de profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública, guardas municipais e representantes da rede de proteção. A tenente PM Victória, da Polícia Militar de Sergipe, destacou a atuação da corporação nos três eixos previstos na Lei Maria da Penha: prevenção, proteção e repressão. Desde o início do ano, mais de cinco mil pessoas em 23 municípios sergipanos foram alcançadas pelas ações do Programa Ronda Maria da Penha e pelos pontos focais nos batalhões.
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“A nossa atuação se integra a toda a rede de enfrentamento, porque nós acreditamos que somente trabalhando em rede, de uma forma integrada com todos os atores sociais, é que nós conseguiremos reduzir a violência contra as mulheres no Estado”, afirmou a tenente.
Atualmente, cerca de 500 mulheres têm medidas protetivas fiscalizadas pela Polícia Militar. A secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, delegada Georlize Teles, ressaltou a necessidade de uma atuação conjunta de diferentes instituições e entes públicos no enfrentamento à violência contra a mulher. “A pauta é transversal e passa por todos os entes do Estado e do município”, destacou.
“A ideia hoje, na Operação Mulher Segura 2, é que repensemos esse enfrentamento e esse combate ao feminicídio. Sergipe é o estado mais seguro do Nordeste e precisa ser também o estado mais seguro para a mulher sergipana”, acrescentou a secretária.
A delegada Daniela Lima, representando a Casa da Mulher Brasileira, explicou que o foco do encontro foi a troca de experiências e o aperfeiçoamento das práticas adotadas pelos profissionais da segurança pública e do sistema de Justiça. “Esse debate funciona como um grande treinamento e aperfeiçoamento para que, nas nossas atuações diárias, possamos atuar cada vez melhor contra esse tipo de violência”, afirmou.
A coronel Maria, do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, enfatizou a importância da capacitação contínua dos bombeiros para identificar e atender situações de violência doméstica. “Temos investido continuamente na capacitação dos nossos militares para identificar sinais de agressão, acolher as vítimas e realizar os encaminhamentos necessários à rede de proteção”, concluiu.
A Operação Mulher Segura é uma iniciativa nacional que visa fortalecer as ações de prevenção e repressão à violência de gênero. Em Sergipe, a mobilização reforça o compromisso das instituições com a atuação integrada, o aperfeiçoamento dos profissionais e a ampliação das políticas públicas de proteção às mulheres.
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