Reunião do CTM terminou sem consenso nesta sexta (12). Aracaju discordou dos encaminhamentos sobre a licitação e o plano de ações para 2027 do transporte metropolitano.
Uma reunião do Consórcio de Transporte da Região Metropolitana (CTM) da Grande Aracaju, realizada nesta sexta-feira (12), terminou sem consenso entre as administrações municipais. O encontro contou com a presença de representantes de Aracaju, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, além de representantes do governo do estado.
A pauta principal da reunião foi o plano de ações para 2027 e os rumos da licitação do transporte coletivo. No entanto, as discussões não avançaram de forma satisfatória para a capital sergipana. Durante a reunião, Aracaju expressou divergência em relação à decisão dos representantes dos municípios de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, que optaram pela emissão das ordens de serviço para as empresas que venceram os lotes da licitação de 2024.
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, destacou que o posicionamento dos demais municípios diverge do que já havia sido acordado anteriormente. Ela também mencionou que a licitação em questão já havia sido anulada pela Justiça.
De acordo com a prefeita, a proposta apresentada pelos outros integrantes do consórcio representa um retrocesso na licitação do transporte coletivo. Em resposta à situação, a administração municipal planeja apresentar, na próxima semana, uma nova proposta de licitação diretamente ao Ministério Público do Estado (MPE) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Outro ponto debatido durante a reunião foi o subsídio mensal de mais de R$ 6 milhões, atualmente pago pela Prefeitura de Aracaju para a manutenção do Sistema Integrado de Transporte. A capital sergipana está arcando com 53% dos custos operacionais de todo o sistema da Região Metropolitana.
Além disso, foi discutido o impacto do preço do óleo diesel, considerado um dos insumos que mais onera e pressiona o valor da operação do serviço. Os representantes das prefeituras de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão, assim como do governo do estado, ainda não se manifestaram sobre o assunto.

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