A Praia da Aruana, em Aracaju, registrou a morte de diversas aves marinhas na manhã de quarta-feira, 20 de maio de 2026. O biólogo Temízio Rodrigues foi um dos primeiros a notar a situação ao passar pelo local e imediatamente acionou as equipes de resgate da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA).
Durante uma caminhada de aproximadamente cinco quilômetros, Rodrigues encontrou um total de oito aves, sendo que uma delas ainda estava viva, mas em estado crítico. O evento alarmou as autoridades, especialmente considerando que a FMA já havia emitido um alerta sobre o aumento significativo de encalhes e mortes de aves marinhas no litoral sergipano.
De acordo com dados divulgados pela FMA até maio deste ano, mais de 770 casos de encalhes foram reportados, dos quais cerca de 625 aves foram encontradas mortas, representando mais de 80% do total. Essa situação preocupante reflete um padrão alarmante que vem sendo observado em várias regiões.
“O encalhe de aves ocorre quando o animal não consegue realizar seus comportamentos naturais de voo e alimentação, frequentemente permanecendo na areia da praia”, explica Elaine Knupp de Brito, médica veterinária da FMA.
Ela acrescenta que, durante a migração, as aves atravessam grandes áreas oceânicas em busca de melhores condições de alimentação e clima. Algumas espécies realizam longas travessias intercontinentais, ligando o Brasil a regiões do Hemisfério Norte e até à Europa.
Para aqueles que encontram aves encalhadas, a FMA recomenda algumas ações importantes. É essencial manter uma distância segura e evitar aglomerações no local. Além disso, a aproximação de animais domésticos, como cães e gatos, deve ser impedida. Registrar a localização exata e, se possível, fotografar o animal também são práticas recomendadas.
O acionamento rápido da FMA é crucial e pode ser feito através do número 0800 728 9001 ou (79) 99130-0016. Um atendimento ágil aumenta as chances de sobrevivência para os animais resgatados. A FMA alerta que a manipulação inadequada pode representar riscos à saúde humana, especialmente em um cenário de influenza aviária, além de agravar o estado clínico das aves.

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