Fabiana Silva, moradora do bairro Queimadas em Itabaiana, faleceu na última terça-feira, 26 de maio, após 24 dias internada no Hospital Universitário. A paciente, diagnosticada com lúpus, uma doença autoimune, estava em estado crítico e aguardava a liberação de uma vaga em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo relatos de familiares, a solicitação para a transferência de Fabiana à UTI já havia sido feita à Secretaria de Estado da Saúde (SES), mas a vaga não foi disponibilizada a tempo. A situação se tornou ainda mais preocupante devido às complicações associadas à doença crônica.
A internação de Fabiana começou no dia 2 de maio, e após semanas de espera, a paciente não resistiu aos agravamentos de sua condição de saúde. Sua morte gerou comoção entre familiares e amigos, destacando a urgência da situação da saúde pública no estado.
Fabiana deixou cinco filhos, incluindo um bebê de apenas 1 ano. A perda da mãe em decorrência da falta de uma vaga de UTI levanta questões sobre a disponibilidade de leitos e a eficiência do sistema de regulação de saúde no estado, que frequentemente enfrenta críticas pela demora na transferência de pacientes.
O caso de Fabiana é um reflexo da realidade enfrentada por muitos outros pacientes que, em situações semelhantes, aguardam tempo excessivo por atendimento especializado, evidenciando a necessidade de melhorias no sistema de saúde pública.
“Era uma situação de emergência. Precisávamos da vaga com urgência e nada foi feito a tempo”, lamentou um familiar da paciente.
A morte de Fabiana Silva é um chamado à ação por parte das autoridades de saúde para que sejam implementadas medidas que garantam atendimento mais ágil e eficiente aos cidadãos que necessitam de cuidados intensivos.
Siga o R2 Notícias e receba as notícias em primeira mão.
