O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, mais de 7 bilhões em investimentos na Petrobrás durante sua visita a Sergipe. No entanto, o que mais chamou a atenção foi sua declaração em que se referiu ao PCC e ao CV como “nossos criminosos”. Essa fala foi feita em uma interação com o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, onde Lula expressou sua tristeza em relação à visita do pré-candidato à presidência da República aos Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump e classificou as facções como terroristas.
“Um pré-candidato a presidência da República, foi aos Estados Unidos se encontrar com Trump para classificar os criminosos de terroristas”,
diz Lula, que, com uma abordagem que muitos consideraram polêmica, tratou as facções criminosas com um tom de carinho. Sua defesa explícita dos grupos marginais gerou uma repercussão negativa na imprensa nacional. Enquanto isso, a cobertura da imprensa sergipana, que teve acesso ao evento por meio de credenciais, focou em perguntas que agradaram ao presidente, sem abordar temas controversos, como as investigações da Polícia Federal que envolvem seu filho, Lulinha, acusado de receber vantagens indevidas em fraudes relacionadas ao INSS.
É importante lembrar que Lula já havia declarado em outras ocasiões que “não é nada demais um jovem roubar um celular para tomar uma cervejinha” e que os usuários de drogas são vítimas dos traficantes. A situação da segurança no Brasil tem se agravado, com relatos de que, em estados como a Bahia, os traficantes controlam áreas significativas, refletindo uma crise de segurança pública.
Durante sua fala, Lula também se referiu ao senador Marco Rubio, da Flórida, de forma pejorativa, chamando-o de “tal de Marco Rubio”. Essa declaração foi vista como um sinal de sua indignação com a recente decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas brasileiras como terroristas.
A indignação de Lula parece ser um reflexo do clima de tensão entre a esquerda e a direita no Brasil, especialmente após a visita do presidenciável Flávio Bolsonaro à Casa Branca, onde discutiu questões de segurança com Trump. O presidente americano também reconheceu o PCC e o CV como grupos terroristas, o que acirrou ainda mais os ânimos entre os diferentes grupos políticos no Brasil.
As declarações de Lula levantam questões importantes sobre a abordagem do governo em relação à segurança pública e à criminalidade no país, provocando um debate acalorado entre cidadãos e especialistas em segurança.
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