A estruturação da conectividade e a integração de sistemas em Sergipe têm impulsionado os resultados dos programas Alerta AVC e Pulsa Sergipe, que visam agilizar o atendimento e ampliar o acesso a tratamentos especializados para Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
Essas iniciativas, que muitas vezes não são visíveis ao público, foram fundamentais para transformar o atendimento de urgência cardiovascular no estado. A implementação dos programas exigiu uma mobilização significativa do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável por criar condições tecnológicas necessárias para integrar toda a rede de assistência.
Os programas foram desenvolvidos para organizar as linhas de cuidado de pacientes afetados por AVC e IAM, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. No caso do AVC, essa agilidade é crucial, pois a janela terapêutica, período considerado ideal para intervenções, pode determinar a diferença entre a recuperação do paciente e o surgimento de sequelas permanentes.
Sandrine Rocfort, líder do NTI do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), explicou que a transformação começou com a análise de uma experiência bem-sucedida em outro estado. “Foi um projeto que trouxemos de fora, de uma experiência que vimos dando certo. Levamos a proposta para a Secretaria e estudamos a possibilidade de implementação em Sergipe”, relatou.
A plataforma Join se tornou uma das principais ferramentas do Alerta AVC, permitindo que exames e informações clínicas sejam compartilhados instantaneamente entre especialistas. Essa agilidade na comunicação possibilita que casos suspeitos sejam avaliados rapidamente e que as equipes assistenciais tenham suporte para a tomada de decisões no tempo recomendado para o tratamento.
Para que esse fluxo de informações funcionasse, foi necessário um trabalho extensivo de integração tecnológica. Sandrine destacou que o desafio era fazer com que diferentes sistemas e serviços se comunicassem sem barreiras. “A participação da Tecnologia da Informação foi fundamental para viabilizar a transformação digital necessária aos programas”, afirmou.
A implantação também exigiu investimentos em conectividade, com o apoio do Proredes e a colaboração de várias áreas da Secretaria de Estado da Saúde. “Quando percebemos que a ferramenta poderia integrar toda a rede, foi necessário fortalecer a conectividade das unidades”, explicou Sandrine.
Atualmente, municípios como Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Estância Itabaiana, Propriá, Tobias Barreto e Neópolis fazem parte dessa rede integrada. Com exames disponíveis em tempo real e uma comunicação mais ágil entre as equipes, o estado consegue acelerar diagnósticos e reduzir o tempo de resposta nos atendimentos, ampliando as possibilidades de intervenção dentro da janela terapêutica do AVC, fator determinante para a preservação de funções neurológicas.





Fonte: Saúde – Sergipe
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