O Hospital de Urgências de Sergipe reforça orientações de prevenção a queimaduras nos festejos juninos. Entre 31 de maio e 21 de junho, foram registrados 30 atendimentos, sendo 15 envolvendo fogos de artifício.
Os festejos juninos animam Sergipe, mas também elevam o risco de acidentes graves com queimaduras. O Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) reforça as orientações de prevenção e intensificará o atendimento nos dias 23 e 24 de junho, quando a busca por tratamento especializado tende a crescer.
Em levantamento preliminar divulgado pela unidade, entre 31 de maio e 21 de junho foram registrados 30 atendimentos no Pronto-Socorro relacionados a queimaduras por fogo, líquidos ferventes e produtos químicos. Desse total, 15 pacientes sofreram acidentes com fogos de artifício — incluindo espadas, bombas, buscapé, pólvora e um caso envolvendo bacamarte. Nove precisaram de internação na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ), sendo quatro vítimas de fogos. Ao longo de 2026, a UTQ já recebeu mais de 50 pacientes com queimaduras causadas por fogo, líquidos quentes e substâncias químicas, operando atualmente com 50% de ocupação dos leitos.
A enfermeira e gerente da UTQ, Wandressa Nascimento, destaca a gravidade das sequelas. “O mês de junho é para ser comemorado com alegria, com dança e reunião em família. Mas é preciso responsabilidade porque, em questão de segundos, um momento de diversão pode se transformar em um trauma para o resto da vida. Já registramos, este ano, pacientes com amputações provocadas por acidentes com fogos. São sequelas que essas pessoas carregarão pelo resto da vida”, alertou.
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Os acidentes mais frequentes envolvem crianças, pessoas que tentam reacender artefatos que falharam e queimaduras durante a travessia de fogueiras em brincadeiras tradicionais. O uso de álcool líquido para acender o fogo é outro fator de risco recorrente. “A bomba não acende, a pessoa vai verificar e ela explode na mão, atingindo também o rosto e os olhos. Outro risco é utilizar álcool líquido para acender a fogueira — prática que deve ser evitada. Existem outras maneiras para acender a fogueira, que demoram mais tempo, mas que são mais seguras”, explicou Wandressa.
Para reduzir os riscos, o Huse recomenda adotar medidas preventivas antes mesmo do início das comemorações. Entre os principais cuidados estão o uso de calças compridas, calçados fechados, botas e luvas ao manusear ou acender fogueiras, além de manter distância segura de fogos de artifício e jamais tentar reacender artefatos que falharam.





Fonte: Saúde – Sergipe
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