O Hospital Regional de Itabaiana (HRI), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou a realização de exames de ressonância magnética, se tornando a primeira unidade hospitalar do interior do estado a oferecer o procedimento. Os primeiros atendimentos foram realizados na última quarta-feira, 22, em duas pacientes reguladas, representando um avanço no acesso ao diagnóstico por imagem para moradores da região e contribuindo para reduzir a necessidade de deslocamentos até a capital.
A ressonância magnética é um exame de imagem de alta precisão utilizado para auxiliar no diagnóstico de diversas doenças, permitindo a avaliação detalhada de órgãos, tecidos e estruturas do corpo. O tempo de realização varia conforme a região examinada e a complexidade do estudo, podendo durar entre 15 minutos e uma hora.
Uma das primeiras pacientes atendidas foi Raimunda Cardoso dos Santos, de 54 anos, que convive há anos com problemas de saúde e estava internada para investigação de um quadro de anemia. Ela destacou a importância de realizar o exame mais perto de casa. “Significa muita coisa. É melhor para a gente, porque não precisa se deslocar para longe. Agora ficou mais próximo e isso facilita muito, e ainda tive o privilégio de ser a primeira paciente”, destacou Raimunda.
Já a paciente Katiendes Francisca Pereira, de 42 anos, estava internada aguardando a realização do exame para investigação de um problema nas vias biliares. “Eu estava esperando esse exame que estava marcado para ser feito em Aracaju. Essa disponibilidade da ressonância no próprio hospital de Itabaiana agilizou o atendimento. Trazendo mais comodidade para quem está internado e ajuda a dar continuidade ao tratamento”, disse Katiendes.
Outros procedimentos
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Além do exame da ressonância magnética, outro avanço do HRI é o aparelho para realização de endoscopia e de Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE). A endoscopia é um exame que permite avaliar o trato digestivo até o duodeno, sendo fundamental para o diagnóstico de doenças como gastrite, refluxo, úlceras e neoplasias, além de contribuir para o diagnóstico precoce do câncer.
Já a CPRE é um procedimento mais avançado e, principalmente, terapêutico. Por meio da via endoscópica, consegue acessar as vias biliares sem a necessidade de cirurgia aberta. Isso permite retirar cálculos, desobstruir ductos, tratar algumas lesões e tumores, além de realizar a colocação de próteses e drenos.
Muitas condições que antes exigiam cirurgias de grande porte, com longos períodos de internação e maior risco de complicações, hoje podem ser tratadas de forma minimamente invasiva, proporcionando uma recuperação mais rápida e menor morbidade para o paciente, é o que explicou o médico cirurgião Edney Cavalcante. “O Hospital Regional de Itabaiana passa a contar com uma torre de endoscopia de alta tecnologia, equipada também com um duodenoscópio, equipamento indispensável para a realização da CPRE. A nova tecnologia amplia a capacidade diagnóstica e terapêutica da unidade, permitindo desde a identificação de lesões mais complexas até a realização de procedimentos como a retirada de cálculos e a colocação de próteses e drenos. Com isso, o hospital oferece mais precisão, segurança e resolutividade no tratamento de doenças das vias biliares e do sistema digestivo”, pontuou o médico.
A paciente Marinês Santos, de 67 anos, foi internada no Hospital devido a uma icterícia, que é quando a pele e os olhos ficam amarelados e apresenta dificuldades para atividades do dia a dia. “Desde que cheguei, tenho sido muito bem atendida por toda a equipe do hospital. Poder realizar esse exame aqui em Itabaiana é muito importante. Antes, eu precisaria me deslocar para Aracaju, e agora consigo fazer tudo na minha própria cidade. Isso traz mais conforto, facilita o tratamento e faz toda a diferença para quem está doente”, finalizou a idosa.
Fonte: Governo de Sergipe
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