Diário Oficial publicou, nesta quarta (12), decreto que reconhece emergência por estiagem em Tobias Barreto e Carira. Defesa Civil diz que a medida vale por 180 dias e cita falta de chuvas e perdas em povoados.
O Diário Oficial do Estado publicou, na quarta-feira, 12, um decreto que reconhece os municípios de Tobias Barreto e Carira em situação de emergência por conta da estiagem que afeta a região. No município de Tobias Barreto, as chuvas não foram suficientes para mitigar os efeitos da seca, que impacta principalmente os povoados, lugarejos e assentamentos.
A Defesa Civil Estadual confirmou que a situação de emergência está estabelecida por um período de 180 dias. Em Carira, as precipitações foram inferiores ao esperado entre os meses de fevereiro e a primeira semana de agosto, resultando em insuficiência hídrica em toda a região, especialmente na zona rural, que necessita de água para consumo humano e animal.
No decreto, a gestão municipal destacou a necessidade de continuar o abastecimento de água por meio de caminhões-pipa e mencionou a precariedade de recursos financeiros para oferecer o apoio necessário. Assim como em Tobias Barreto, a situação de emergência em Carira também foi decretada pelo período de 180 dias.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) confirmou que, desde o início da manhã de ontem, a administração municipal estava apta a solicitar recursos para ações emergenciais de defesa civil. Entre as medidas que podem ser financiadas estão a compra de cestas básicas, água mineral, refeições para trabalhadores e voluntários, além de kits de limpeza, higiene pessoal e dormitório.
De acordo com o Ministério, a seca é caracterizada por um longo período sem chuvas. Esse cenário tem causado, ao longo das últimas décadas, impactos em centenas de municípios brasileiros, especialmente no abastecimento de água e nas atividades econômicas que dependem das precipitações. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) informou que os territórios do Baixo São Francisco, Leste sergipano, Grande Aracaju e Sul sergipano enfrentam seca fraca, moderada ou ausência de seca relativa.
Nos territórios do Médio Sertão, Agreste Central, uma pequena parte dos territórios do Alto Sertão e uma grande parte do Centro Sul sergipano, a mitigação da seca variou de moderada para fraca. O Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais revelou que mais de 1,8 milhão de pessoas no Nordeste estão em situação crítica de vulnerabilidade. Desde 1980, os registros históricos de volume de chuvas mostram que estados como Amazonas, Pará, Acre, Amapá, Maranhão, Piauí, Bahia e Sergipe enfrentaram, nos últimos dois anos, os piores cenários de seca. Cidades com reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública podem solicitar recursos ao MIDR para ações de defesa civil.
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