O pré-candidato Fábio Henrique (MDB) propõe na Alese um Fundo para gerar empregos na Grande Aracaju. Dados do DIEESE mostram dificuldade de recolocação para quem tem mais de 50 anos; proposta também mira jovens.
O pré-candidato a deputado estadual Fábio Henrique (MDB) defende a criação de um Fundo de Geração de Emprego da Grande Aracaju na Assembleia Legislativa (Alese). A proposta surge em resposta ao aumento da informalidade e à perda de vagas formais, especialmente entre a população acima de 50 anos.
Com base em dados do Dieese, Henrique destacou que, embora o estado de Sergipe apresente saldo positivo em alguns setores, os trabalhadores mais velhos enfrentam demissões constantes e dificuldades para retornar ao mercado de trabalho. A proposta visa incentivar a contratação de jovens em busca do primeiro emprego e de profissionais com mais de 50 anos, buscando uma solução para essa situação preocupante.
O ex-prefeito de Socorro argumentou que a integração entre Aracaju e os municípios vizinhos, como Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros, deve ser ampliada. Segundo ele, essa integração não deve se limitar apenas ao transporte público, mas também à renda e à qualificação profissional de quem está começando a carreira ou se encontra na melhor idade.
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“As pontes de concreto que unem a capital aos municípios vizinhos já existem. O que precisamos construir na Alese são as pontes econômicas: entre quem quer trabalhar e a carteira assinada. Preterir quem tem mais de 50 anos é um erro econômico e uma crueldade. Cada trabalhador maduro fora do mercado é um consumidor a menos movimentando o comércio e uma história interrompida”, afirmou Fábio Henrique.
A proposta também busca descentralizar as oportunidades de emprego, prevendo a aplicação de recursos de fundos estaduais e emendas parlamentares para financiar programas de aprendizagem. Henrique sugere a instalação de postos de intermediação de mão de obra em áreas periféricas, como Rosa Elze, em São Cristóvão, e em bairros da Barra e da Zona Norte de Socorro.
“Quem vive na periferia de Socorro ou São Cristóvão sabe o peso do transporte e da capacitação no orçamento. A tecnologia encurtou distâncias e a Alese precisa legislar com os pés no chão, garantindo investimento onde a vulnerabilidade é maior. O dinheiro público existe e precisa ser direcionado com foco, coragem e retorno social para toda a região da Grande Aracaju”, destacou.
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