Donald Trump anunciou que um acordo com o Irã será fechado neste domingo, dia 14. O Estreito de Ormuz ficará aberto, garantiu o presidente. Irã ainda não confirmou.
Após semanas de negociações sem avanço, Washington e Teerã sinalizaram que estão próximos de um acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um acordo com o Irã será assinado neste domingo, dia 14, e garantiu que o Estreito de Ormuz permanecerá “aberto para todos”. Contudo, a República Islâmica não confirmou a data.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador entre as partes, foi o primeiro a afirmar que um acordo era iminente. “Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Como se espera que ele seja concluído nas próximas 24 horas, o Paquistão se prepara para a assinatura eletrônica (…) imediatamente depois, seguida de conversas técnicas na próxima semana”, afirmou Sharif em uma mensagem na rede X.
“Está previsto que o acordo seja assinado amanhã”, escreveu Trump em sua rede Truth Social. “Imediatamente depois que for assinado, o Estreito de Ormuz estará ABERTO PARA TODOS”, acrescentou, enfatizando a mensagem.
Outro ponto importante das negociações é o urânio enriquecido. Trump afirmou que os Estados Unidos irão recuperá-lo do Irã “no momento oportuno”. Até o momento, Washington insistia que qualquer acordo deveria resultar no “desmantelamento” do programa nuclear iraniano e permitir a recuperação do material para destruição e retirada do país.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã mencionou um acordo “nos próximos dias”, mas não confirmou a data de domingo, conforme informações da agência estatal de notícias Irna. As versões sobre o possível acordo apresentadas pela mídia iraniana e pela americana apresentam divergências significativas.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, advertiu que “enquanto não houver sido concluído um acordo completo (…) não será possível afirmar com certeza que foi encontrado um terreno de entendimento”. Ele também destacou que o acordo prevê o levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos e uma nova forma de administrar o Estreito de Ormuz, uma via estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos, controlada por Teerã desde o início da guerra.
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