Alunos da Escola Professor José Antônio da Costa Melo, em Aracaju, apresentaram o curta “Krenak: A voz do rio”. A produção integra ações de educação antirracista da rede municipal.
A Escola Professor José Antônio da Costa Melo, localizada no bairro Getúlio Vargas, realizou nesta quarta-feira, 12, uma aula interativa para apresentar um projeto desenvolvido em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Originários.
Durante a atividade, estudantes do 1º ao 5º ano assistiram ao curta-metragem “Krenak: A voz do rio”, criado ao longo do ano letivo na disciplina de Linguagens Artísticas e Culturais. A proposta buscou desconstruir estereótipos e ampliar a perspectiva dos alunos sobre a luta e os direitos dos povos originários.
Na produção audiovisual, as crianças participaram das filmagens e foram responsáveis pela idealização, elaboração do roteiro, narração e confecção dos adereços apresentados. O curta homenageia a vida e as obras do ativista e ambientalista Ailton Krenak, que atua na defesa dos direitos dos povos indígenas e na articulação de movimentos e organizações ligados à causa.
A aluna Laysla Gabrielle, do 4º ano, afirmou que o curta combina momentos de humor com uma mensagem profunda. “Foi uma experiência significativa narrar a história do curta, destacando a importância da preservação dos povos originários. Fiquei honrada de participar e independente dos desafios, o aprendizado e a dedicação valeram cada esforço”, disse.
A iniciativa foi orientada pela professora Liliane Rocha, que mediou debates com os estudantes sobre preservação ambiental e combate às desigualdades sociais. Segundo a docente, a escolha do tema e do homenageado busca dialogar com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima.
“O objetivo central é demonstrar que os povos indígenas não se restringem ao território brasileiro, nem a modos de vida limitados ao ambiente das aldeias ou a representações visuais arcaicas”, explicou a professora.
O projeto é resultado do trabalho desenvolvido pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Educação (Semed), com ações de educação antirracista nas escolas. A iniciativa segue as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, voltadas ao ensino contínuo da história e da cultura afro-brasileira e indígena.
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