O empresário Fernando Sampaio de Souza e Silva, proprietário da empresa Outsider Tours, foi liberado da prisão em que se encontrava desde a última sexta-feira (26). A decisão foi tomada pela Justiça de Sergipe e ele deixou a Cadeia Pública Cotrim Neto, em Japeri, na Baixada Fluminense, na manhã desta sexta-feira (3). A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (SEPPEN-RJ).
Fernando se tornou réu na Justiça de Sergipe após ser denunciado pelo Ministério Público por causar, junto com seu sócio Armando Raymundo Neto, um prejuízo de R$ 14,7 mil a duas vítimas. Na decisão proferida na última quarta-feira (1), a juíza Olga Silva Barreto, da 1ª Vara Criminal, avaliou que não havia mais motivos para a manutenção da prisão, estabelecendo medidas cautelares para Fernando.
Entre as medidas impostas, ele deverá comparecer a todos os atos processuais aos quais for convocado, informar ao Juízo qualquer mudança de endereço, telefone ou e-mail, e está proibido de sair da comarca onde reside. Além disso, terá o prazo de cinco dias úteis para atualizar seus dados para fins de intimação. O descumprimento de qualquer uma dessas determinações pode resultar na revogação de sua liberdade e retorno à prisão.
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Fernando e Armando foram acusados de estelionato após receberem pagamentos de clientes por pacotes de viagem para a final da Libertadores de 2025, que aconteceu em Lima, entre Flamengo e Palmeiras. Os torcedores efetuaram os pagamentos via pix e boletos bancários, mas não receberam os vouchers de viagem. Após as cobranças, os empresários deixaram de atender as vítimas e desapareceram com o dinheiro.
O Ministério Público de Sergipe confirmou que Fernando e Armando foram os beneficiários das transações financeiras. A empresa Infinito Viagens e Turismo LTDA, cujo sócio é Fernando, e outras duas operadoras de turismo, também ligadas a ele, foram mencionadas nas investigações. Armando, por sua vez, é considerado foragido pela Justiça.
Fernando enfrenta diversas ações judiciais e é alvo de mais de 600 processos em todo o Brasil desde 2019. Em janeiro de 2026, ele foi preso em Santa Catarina, mas foi liberado após pagar o prejuízo às vítimas. Atualmente, ele responde a um processo criminal no Rio de Janeiro por estelionato, no qual foi indiciado duas vezes no ano passado. A defesa de Fernando afirma que ele se colocou à disposição da Justiça e que sua condição de réu primário e vínculo formal de emprego em Santa Catarina contribuíram para a revogação da prisão.

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