No SE2, Dr. Helton (PSOL) afirmou que pretende retomar o controle da Deso e reduzir a carga horária dos servidores estaduais. A entrevista integra série ao vivo com candidatos ao governo.
O candidato ao governo de Sergipe, Dr. Helton (PSOL), afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende reestatizar a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e reduzir a carga horária dos servidores públicos estaduais. A declaração foi dada em entrevista ao programa SE2, conduzida pelo jornalista Lyderwan Santos.
O programa iniciou na última segunda-feira uma série de entrevistas ao vivo com os candidatos ao governo. Cada candidato terá 10 minutos para apresentar propostas e responder a perguntas sobre temas centrais do estado.
Próximas entrevistas
- 18/09: Emanuel Cacho (PSDB)
- 19/09: Taty Cristina de Jesus (Democracia Cristã)
Já foram entrevistados
- 14/09: Ricardo Marques (PL)
- 15/09: Valmir de Francisquinho (Republicanos)
- 16/09: Fábio (PSD)
Durante a entrevista, o candidato foi questionado sobre o indeferimento do registro da federação PSOL/REDE, motivado pela prestação de contas do partido aliado, e sobre como isso afetaria a confiança do eleitorado. O candidato afirmou que a campanha recorreu da decisão e que pretende pedir a nulidade do processo.
“Nós estamos tranquilos. Primeiro que nós já recorremos desta decisão, inclusive pedindo nulidade desse processo, porque o relator do processo aqui em Sergipe usou as jurisprudências que não existem para relatar o voto dele. Então nós estamos seguros”
O candidato também afirmou que os postulantes do partido permanecem nas ruas para apresentar os projetos de campanha. Ao explicar a experiência política, citou atuação no Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed) como fundamento para a gestão pública, comparando trajetórias sindicais a outras experiências executivas.
“Quantas vezes pessoas que nunca foram governadores e gestores fizeram bons governos […] Lula nunca tinha sido gestor, antes tinha sido presidente do sindicato, assim como eu […] O PSOL está pronto para governar o estado de Sergipe, porque nós temos propostas coerentes, propostas que vêm dos movimentos sindicais, dos trabalhadores, dos que mais necessitam”
Sobre a proposta de pôr fim às organizações sociais na gestão de serviços de saúde e reestatizar sem causar descontinuidade, o candidato afirmou que chamará candidatos de cadastros de reserva de concursos vigentes, ampliará esses cadastros e gerenciará hospitais com a intenção de substituir contratos precários.
“Primeiro dizer a toda a população sergipana, aqueles que fizeram concursos públicos, por exemplo: nós temos concursos vigentes hoje na saúde e na educação, nós vamos chamar todo o cadastro de reserva imediatamente porque nós temos contratos precários, isso é muito ruim”
Em relação à Deso, o candidato declarou que pretende suspender o contrato atual e que a reversão da concessão poderá envolver a assunção de contratos e empréstimos com a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Citou ainda a possibilidade de recuperar recursos do Fisco estadual, apontando que os 10 maiores devedores somariam R$ 2 bilhões.
Sobre a redução da jornada para 30 horas semanais sem redução salarial, o candidato disse que o regime jurídico único já previa tal possibilidade e que o estado teria margem financeira para fazer ajustes e ampliar concursos.
“No regime jurídico único já previa isso lá atrás nos planos de carreira, que as pessoas poderiam trabalhar 40 horas semanais ou 30. E o estado para ser eficiente não precisa que as pessoas trabalhem 40 horas […] quanto a equacionar as contas, tem sim margem, temos quase 800 milhões de margem até chegar ao limite prudencial para investir inclusive em concursos públicos”
Também foram abordadas propostas de transporte público gratuito, com o candidato indicando negociação de subsídios e redirecionamento de recursos como mecanismos para viabilizar a medida, além de eventual parceria com o governo federal.
“Muitos diziam que era impossível nós instalarmos o SUS, e hoje o SUS tem aí serviço público de qualidade com porta aberta. É possível sim […] negociando com empresas, trazendo parte do que é gasto com passe-escolar para os estudantes, o que é gasto com vale-transporte, trazendo pra cá alguns subsídios relacionados”
Nas considerações finais, o candidato reforçou sua condição de médico, servidor público e presidente do Sindicato dos Médicos, afirmando que o partido apresenta uma alternativa para as eleições e que está pronto para governar o estado.

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