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Saúde

Dor crônica afeta cerca de 30% da população mundial e exige tratamento médico especializado

Claudio Vasconcelos
De Claudio Vasconcelos
Publicado 20/08/2026
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Dor crônica afeta cerca de 30% da população mundial e exige tratamento médico especializado
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Médico especialista em dor há mais de 20 anos, Dr. Guillermo Ramirez explica como a condição afeta o organismo e a rotina dos pacientes

Dor que persiste por mais de três meses não deve ser encarada como algo normal ou simplesmente suportada pelo paciente. Quando se torna persistente, ela deixa de ser apenas um sintoma e pode interferir diretamente na capacidade funcional, no sono, na saúde mental e na realização de atividades cotidianas. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 30% da população mundial convive com dor crônica, condição que representa um importante problema de saúde pública.

Com mais de 20 anos de experiência no tratamento da dor crônica, o Dr. Guillermo Ramirez atua em Aracaju como médico especialista em Medicina Intervencionista da Dor. Segundo ele, a condição pode estar relacionada a diferentes doenças e situações, como lombalgia, fibromialgia, enxaqueca, dores neuropáticas e dores persistentes após lesões ou cirurgias. Para o especialista, compreender o mecanismo da dor é fundamental para definir o tratamento adequado para cada paciente.

“A dor aguda protege. Ela funciona como um sinal de alerta de que existe algo acontecendo no organismo. Já a dor crônica adoece, porque deixa de cumprir essa função de proteção e passa a provocar alterações no sistema nervoso, afetando o sono, os movimentos, o humor e até a capacidade de o paciente realizar atividades que antes faziam parte da sua rotina”, explica.

Enquanto a dor aguda funciona como um mecanismo de defesa, sinalizando que existe uma lesão ou alteração no organismo, a dor crônica pode perder essa função de alerta. Com o passar do tempo, o sistema nervoso pode se tornar mais sensível aos estímulos, fazendo com que a própria dor passe a exigir tratamento específico.

Segundo Dr. Guillermo, esse processo ajuda a explicar por que alguns pacientes continuam sentindo dor mesmo após o tratamento da doença ou lesão que inicialmente provocou o quadro. “Quando a dor permanece por muito tempo, o sistema nervoso pode ficar sensibilizado e continuar interpretando determinados estímulos como dolorosos, mesmo depois que a causa inicial foi controlada. Por isso, em muitos casos, não basta tratar apenas a doença que deu origem à dor. É preciso tratar a própria dor e os impactos que ela passou a provocar no organismo”, afirma.

Dor também afeta sono e saúde mental

A dor persistente não se restringe ao desconforto físico. Ela pode comprometer o sono, reduzir a disposição, limitar atividades e afetar o estado emocional do paciente. Como os mecanismos cerebrais envolvidos na percepção da dor também se relacionam ao humor, às emoções e ao sono, a condição pode estar associada a ansiedade, irritabilidade e sintomas depressivos.

“É comum que o paciente entre em um ciclo em que uma coisa alimenta a outra: a dor dificulta o sono, a falta de sono aumenta a fadiga e reduz a capacidade de lidar com o desconforto, enquanto as limitações impostas pela própria dor podem gerar ansiedade, irritabilidade e frustração. Com isso, o sofrimento emocional também pode aumentar a percepção da dor, tornando o quadro ainda mais difícil de controlar”, explica Dr. Guillermo.

Dor é uma especialidade médica

Embora milhões de pessoas convivam com dor crônica, ainda é pouco conhecida a existência da Medicina da Dor como área de atuação especializada. O médico da dor realiza uma avaliação global do paciente para compreender os diferentes fatores envolvidos no quadro e definir uma estratégia terapêutica individualizada.

A abordagem pode ocorrer de forma integrada com outras especialidades e profissionais, como ortopedistas, neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos. O objetivo é avaliar não apenas a intensidade da dor, mas também seus impactos sobre a mobilidade, o sono, o trabalho, a rotina e a qualidade de vida.

“Quanto mais tempo a dor permanece sem tratamento, maiores são as alterações provocadas no organismo e mais complexo tende a ser o controle do quadro. Por isso, uma avaliação especializada pode ajudar a interromper esse ciclo antes que a dor passe a comprometer de forma mais profunda a vida do paciente”, afirma o médico.

O tratamento pode envolver medicamentos, procedimentos intervencionistas, fisioterapia, atividade física e mudanças nos hábitos de vida. A escolha depende das características de cada paciente e do tipo de dor apresentada. Mais do que simplesmente reduzir a intensidade da dor, a proposta é recuperar a funcionalidade e a autonomia.

“Nem sempre conseguimos eliminar a causa que originou a dor, mas conseguimos fazer com que a pessoa volte a ter qualidade de vida e independência. O objetivo do tratamento não é apenas fazer a dor diminuir, mas permitir que o paciente volte a trabalhar, viajar, praticar exercícios e viver a própria rotina com liberdade. Tratar a dor é devolver autonomia”, destaca Dr. Guillermo.

Sobre o Dr. Guillermo Ramirez

Dr. Guillermo Ramirez é médico especialista em dor e anestesiologista, com mais de 20 anos de atuação na área. Formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, em 2003, realizou residência médica em Anestesiologia pela UNIFENAS e em Medicina Intensiva pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. Também possui especialização em Dor pelo Hospital Sírio-Libanês.

Membro da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e do World Institute of Pain (Instituto Mundial da Dor), Dr. Guillermo é criador do Protocolo Vida em Movimento (VEM), metodologia própria voltada ao manejo da dor crônica. Sócio-gestor da Clínica Paias, atua no tratamento da dor crônica através de procedimentos minimamente invasivos para o manejo da dor.

Nas redes sociais, por meio do perfil @drguillermoramirez, Dr. Guillermo Ramirez compartilha conteúdos educativos e esclarece dúvidas sobre dor crônica, tratamentos e qualidade de vida. Os atendimentos acontecem na Clínica Paias (@clinicapaias), localizada na Av. Hélio de Souza Leão, 383 – Sl 1010 – Jardins, Aracaju. Outras informações podem ser obtidas por meio do telefone (79) 99926 6162.

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