Representantes e trabalhadores da VRS se reuniram com o Consórcio Metropolitano no Palácio de Despachos nesta segunda (24). O governador e prefeitos participaram; a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, não foi convidada, e a PGE fará estudo para orientar a substituição.
Representantes e trabalhadores da VRS Transportes, empresa retirada do sistema de transporte público, participaram de uma reunião com membros do Consórcio de Transporte Metropolitano na tarde desta segunda-feira (24). O encontro foi realizado no Palácio de Despachos, sede do governo do estado.
Estiveram presentes no encontro o governador do estado e os prefeitos de São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro. A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, não foi convidada para a reunião.
Ao final do encontro, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informou que será realizado um estudo para avaliar as justificativas jurídicas da decisão da Prefeitura de Aracaju de retirar a empresa VRS do sistema e substituí-la por outra prestadora.
De acordo com o governo, a reunião ocorreu a pedido dos próprios representantes da VRS. A Prefeitura de Aracaju preferiu não se manifestar sobre a ausência de convite para o encontro.
O caso envolve interrupções na operação de ônibus na capital. Na última quinta-feira (20), mais de 100 ônibus da empresa VRS Transportes foram impedidos de circular em Aracaju. O bloqueio foi realizado um dia após o anúncio da Prefeitura de Aracaju sobre a chegada de novos ônibus para operar pela empresa Boa Vista, que passou a integrar o sistema da capital e região metropolitana.
A gestão municipal já havia informado que a troca de empresa ocorreu em razão de problemas operacionais da VRS. A substituição está embasada no Decreto nº 8.042/2025, assinado pela prefeita Emília Corrêa, que estabelece novas regras sobre o tempo de vida útil e a transição para a operação das empresas de transporte coletivo municipal.
A norma determina proibição de circulação de ônibus a combustão com mais de 12 anos de uso e de veículos elétricos com mais de 15 anos. Essas regras foram apresentadas pela administração municipal como fundamento técnico para a alteração na prestação do serviço.
Com a medida administrativa e os episódios de bloqueio de veículos, o tema passou a integrar reunião entre representantes do setor, gestores municipais e órgãos do estado, que irão avaliar os aspectos jurídicos e operacionais envolvidos na substituição do operador do sistema metropolitano.
O estudo anunciado pela PGE deverá analisar as justificativas legais apresentadas pela Prefeitura de Aracaju para a retirada da VRS e a consequente inclusão da Boa Vista no serviço municipal, além de apontar eventuais medidas a serem adotadas pelas partes envolvidas.

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