Em julho, a cesta básica em Aracaju caiu 5,76%, para R$ 594,07, diz Dieese e Conab. Apesar da redução mensal, o preço subiu 4,49% em 12 meses e acumula alta de 10,12% em 2026.
O preço da cesta básica em Aracaju registrou uma queda de 5,76% em julho, totalizando R$ 594,07. Apesar da redução no mês, a capital sergipana apresentou um aumento de 4,49% em comparação a julho de 2025 e um crescimento acumulado de 10,12% em 2026.
Os dados foram coletados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo passou a contemplar os preços em 27 capitais brasileiras, ampliando o número em relação às 17 cidades analisadas anteriormente.
A queda no preço da cesta básica em Aracaju foi impulsionada principalmente pela redução no valor do tomate, que ficou 37,96% mais barato. Outros itens que apresentaram queda de preço foram a banana, com -3,92%, o café em pó, que caiu 3,74%, e o feijão carioca, com uma redução de 3,06%. Além disso, o óleo de soja teve uma queda de 2,46%, a manteiga de 0,76%, a farinha de mandioca de 0,74% e o açúcar cristal de 0,57%.
No entanto, alguns produtos apresentaram alta no mesmo período. O arroz agulhinha subiu 3,25%, o leite integral teve um aumento de 2,87%, a carne bovina de primeira ficou 2,15% mais cara e o pão francês teve uma leve alta de 0,08%.
No acumulado de 2026, o tomate se destacou com a maior alta entre os produtos pesquisados, apresentando um aumento de 44,29%. O feijão carioca também subiu significativamente, com 44,03%, enquanto o leite integral acumulou um aumento de 13,53%.
Para adquirir a cesta básica em julho, um trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621 precisou trabalhar 80 horas e 38 minutos. Em junho, o tempo necessário para a aquisição era de 85 horas e 34 minutos. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, a cesta comprometeu 39,62% da renda mensal do trabalhador.
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