No coração da movimentação dos grandes palcos e das atrações que reúnem multidões na Praça dos Mercados, o Barracão da Clemilda se destaca como um espaço especial para vivenciar a essência dos festejos juninos. Com a proposta de preservar a cultura nordestina, o local tem atraído casais de diferentes idades, embalando-os ao som do autêntico forró pé de serra.
Com a sanfona, triângulo e zabumba, o Barracão se transforma em um verdadeiro salão de dança a céu aberto, onde casais experientes compartilham a pista com novos admiradores do gênero. Essa convivência entre gerações reafirma que o forró continua a fortalecer laços por meio da música e das memórias afetivas.
Mais do que um local para dançar, o Barracão da Clemilda se tornou um ponto de encontro para moradores e visitantes, que compartilham histórias e lembranças, alimentando o sentimento de pertencimento à cultura nordestina. A cada música executada, o público revive tradições que ajudam a preservar um patrimônio cultural transmitido ao longo dos anos.
Entre os frequentadores, Jair Pereira, de 70 anos, vê nas noites de forró uma oportunidade de celebrar a vida com amigos. Ele destaca:
“Eu gosto do São João, para mim é maravilhoso. E estar aqui dançando é melhor ainda. Não tem coisa melhor. A gente já está com uma certa idade, mas enquanto Deus der saúde, a gente continua chegando e aproveitando. Para mim isso aqui é só alegria.”
Aldinha Maria Bastos, também de 70 anos, relata que o Barracão é parada obrigatória durante o período junino. Natural de Neópolis, ela associa o ritmo às lembranças da infância e às tradições do interior sergipano.
“Todo ano eu venho. Acho aqui muito divertido, calmo e tranquilo. Eu amo o pé de serra. Sou do interior e sempre vivi ouvindo esse tipo de forró. Hoje existem vários estilos, mas o tradicional continua sendo o meu preferido. É uma música leve e que combina com a gente.”
O ambiente acolhedor também é um dos motivos que traz Vagner Carvalho Feitosa, de 37 anos, ao barracão todos os anos, acompanhado da companheira, Gilvanuzia Souza, de 53 anos. Ele afirma:
“Todo ano a gente vem para cá. Gosto mais daqui porque o pé de serra é melhor para dançar agarradinho. É um ambiente mais aconchegante e mais tranquilo para aproveitar o forró.”
Gilvanuzia complementa:
“Eu gosto muito do forró daqui. É muito bom, adoro. Sempre que posso, venho para aproveitar e dançar.”
Jane Silva, de 52 anos, que acompanhava o marido Carlos Gonçalves, de 44 anos, relata que o Barracão representa uma conexão especial com a música nordestina.
“Nós viemos por causa das bandas de forró pé de serra, que são as que mais gostamos. Frequentamos esse espaço há muitos anos e temos uma ligação muito especial com esse estilo musical.”
Entre uma música e outra, casais ocupam a pista para reviver lembranças, fortalecer relacionamentos e celebrar uma tradição que atravessa gerações. No Barracão da Clemilda, o forró pé de serra se revela como mais do que um gênero musical; é um encontro entre cultura, memória afetiva e convivência. O Forró Caju, realizado pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult), continua valorizando as expressões da cultura popular, mantendo viva a essência dos festejos juninos sergipanos.
Fonte: Prefeitura de Aracaju
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