Essa condição dificulta reconhecer rostos, ler e se deslocar, afetando a independência. O Hospital de Olhos de Sergipe alerta: diagnóstico precoce e adaptações são necessários; não é cegueira total.
A baixa visão, também conhecida como visão subnormal, é uma condição que pode afetar a autonomia e a qualidade de vida dos indivíduos. Caracterizada por dificuldades como reconhecer rostos, visão embaçada, problemas para leitura e obstáculos na locomoção, a condição ainda é pouco discutida e frequentemente confundida com a cegueira total.
O oftalmologista Dr. Edgar Menezes Neto, do Hospital de Olhos de Sergipe (HOS), explica que a baixa visão se refere a uma limitação significativa da capacidade visual, mas que não chega a ser cegueira total, uma vez que o paciente ainda possui algum grau de visão funcional. Segundo ele, “a baixa visão acontece quando o paciente possui uma limitação visual que não consegue ser totalmente corrigida pelos métodos tradicionais. Ele ainda consegue enxergar em algum grau, mas enfrenta dificuldades importantes no dia a dia”.
É comum que muitas doenças oftalmológicas evoluam de forma silenciosa, levando os pacientes a adiar a busca por atendimento. “Muitas dessas doenças são assintomáticas no início. Quando o paciente percebe a perda visual, muitas vezes já existe uma sequela instalada”, alerta o especialista, que é subespecialista em retina clínica e baixa visão. Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, distorcida ou com perda de nitidez, além de dificuldade para leitura e para identificar detalhes do ambiente.
O diagnóstico da baixa visão é realizado através de exames oftalmológicos específicos, que avaliam o grau de comprometimento visual e ajudam a direcionar as estratégias de tratamento. “A partir dos exames, conseguimos medir a acuidade visual, avaliar o percentual de visão existente e classificar o quadro para definir as estratégias de tratamento mais adequadas”, explica Dr. Edgar.
As causas da baixa visão são variadas e incluem doenças genéticas, traumas e alterações oftalmológicas progressivas, como retinopatia diabética, glaucoma e catarata congênita. Embora os idosos sejam um dos grupos mais afetados, crianças também podem desenvolver a condição, especialmente em casos congênitos ou hereditários.
No Hospital de Olhos de Sergipe, pacientes diagnosticados com baixa visão recebem um acompanhamento oftalmológico especializado, com orientações sobre recursos e estratégias que podem ajudá-los a se adaptar às limitações visuais. Dependendo do caso, o médico pode recomendar a busca por outros profissionais e serviços de apoio voltados à reabilitação visual, visando promover a autonomia e a qualidade de vida do paciente.
O acompanhamento especializado e o uso de recursos auxiliares são fundamentais para a rotina dos pacientes. “Os auxílios ópticos, o acompanhamento e o trabalho conjunto entre diferentes profissionais são fundamentais para melhorar a qualidade de vida após o diagnóstico”, destaca Dr. Edgar.
Para prevenir a baixa visão, a manutenção de consultas oftalmológicas regulares é essencial, uma vez que muitas doenças responsáveis pela condição evoluem silenciosamente. “Quando identificamos precocemente, conseguimos tratar antes que a perda visual se torne irreversível”, finaliza o especialista.
O Hospital de Olhos de Sergipe, com 40 anos de atuação, é referência em oftalmologia no estado, contando com quatro unidades de atendimento em Aracaju e Lagarto, e oferecendo um atendimento acessível e de excelência.
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