ARBASSF (Santana do São Francisco) e Asdrin (Divina Pastora) foram premiadas na 6ª edição do TOP 100 do Sebrae por gestão e diferenciação socioambiental. Asdrin venceu pela 2ª vez; ARBASSF, pela 1ª.
A Associação dos Artesãos de Barro de Santana do São Francisco (ARBASSF) e a Associação das Rendeiras Independentes de Divina Pastora (Asdrin) foram duas das vencedoras da 6ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato. A iniciativa reconhece e valoriza unidades produtivas consideradas mais competitivas na gestão de processos, da produção à comercialização, e na capacidade de diferenciação por aspectos sociais, ambientais e culturais.
É a segunda vez que a Asdrin conquista o Prêmio (a outra foi em 2022) e a primeira em que os artesãos de Santana do São Francisco são condecorados. A cerimônia de premiação será realizada em novembro, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro (RJ).
“O reconhecimento mostra a qualidade do nosso artesanato e o talento desses profissionais, que dominam técnicas tão singulares e que carregam a identidade dos locais onde vivem. O Sebrae fica muito feliz com a conquista porque sempre apoiou esse trabalho e acompanha de perto a evolução das associações”
— Christiano Dias Lebre, superintendente da instituição.
Os vencedores poderão utilizar, durante três anos, o selo Sebrae TOP 100 de Artesanato – 6ª Edição em suas peças, um diferencial que amplia a credibilidade dos produtos e fortalece a inserção no mercado. Além disso, poderão divulgar três produtos no catálogo oficial do prêmio.
A tradicional renda irlandesa de Divina Pastora é considerada patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As peças também são comercializadas com o Selo de Indicação Geográfica (IG), um certificado que garante procedência e qualidade. O artesanato de barro de Santana do São Francisco, desde junho deste ano, também conta com o selo de IG.
Processo de seleção
O Prêmio contou, nesta edição, com centenas de inscrições e passou por três fases de avaliação, que envolveram tanto análise técnica dos produtos quanto verificação de práticas de gestão e comercialização.
Fase 1
- Inscrições avaliadas: foram selecionadas 300 unidades com os produtos mais bem pontuados nos aspectos de qualidade técnica, estética, valor simbólico, funcionalidade e inovação.
Fase 2
- Finalistas: passaram para a segunda etapa 200 unidades, avaliadas quanto às condições de trabalho, compromisso socioambiental, experiência comercial e estratégias de diferenciação.
Fase 3
- Júri final: um painel de cinco profissionais com notório saber nas áreas de comercialização para o mercado artesanal, turismo, empreendedorismo, artesanato e cultura brasileira definiu as 100 unidades vencedoras.
Esta edição recebeu 1.647 inscrições de instituições formalizadas que produzem artesanato — como MEI, cooperativas, associações e outras empresas com CNPJ válido. Criado em 2006, o prêmio se consolidou como uma das principais iniciativas de valorização do artesanato na América Latina, ampliando a visibilidade do setor e abrindo novas oportunidades de mercado.
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