A Prefeitura de Aracaju interrompeu a vacinação contra a Dengue nos 43 bairros da capital. A medida segue determinação do Ministério da Saúde após registro de eventos adversos graves, incluindo duas mortes sob investigação.
Na manhã de 11 de junho de 2026, a Prefeitura de Aracaju anunciou a suspensão da campanha de vacinação contra a Dengue em todos os 43 bairros da capital sergipana. A decisão foi tomada em atendimento a uma determinação do Ministério da Saúde, visando à segurança da população.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulgou uma nota pública informando que a suspensão é uma medida preventiva, adotada após a notificação de eventos adversos graves em âmbito nacional, incluindo duas mortes que estão sob investigação das autoridades sanitárias. Até a noite de ontem, não havia registros de notificações adversas em Sergipe.
O Governo do Brasil revelou que aproximadamente 500 mil doses da vacina Butantan-DV foram aplicadas em todo o país. Durante esse período, foram registrados 42 casos de eventos adversos graves e duas mortes que ainda estão sendo investigadas. Importante ressaltar que, até o momento, não há confirmação de relação causal entre os casos e o imunizante.
Em Aracaju, a orientação é que todas as pessoas que receberam a vacina do Instituto Butantan nos últimos 21 dias monitorem seu estado de saúde. Caso apresentem sintomas como febre, dores abdominais intensas, vômitos persistentes ou sangramentos, é recomendado que busquem atendimento médico imediatamente.
O Programa Nacional de Imunização espera que novas notificações de reações adversas possam ser identificadas após a divulgação dos casos e a suspensão da vacina. Mesmo com a interrupção temporária na aplicação dos imunizantes, Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, ressaltou que todos os municípios e estados devem armazenar as vacinas contra Dengue do Butantan até que novas orientações sejam emitidas pelo Ministério da Saúde.
Pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer risco e continuam protegidas contra a Dengue. Eder Gatti explicou que “a orientação é que os municípios coloquem o imunobiológico em reserva dentro da sua rede de frio, ou seja, não vamos distribuir mais vacinas de dengue por hora. Os estados que tiverem vacina de dengue no seu estoque devem segurar essa vacina. Os municípios que eventualmente tenham vacinas no seu território devem também guardar essas vacinas até segunda ordem.”
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