O 4º LIRAa de 2026, realizado de 2 a 10 de julho, apontou índice geral de 1,5%, ante 1,9% em maio. Dom Luciano (5,9%), Luzia (4,8%) e Suíssa (4,4%) permanecem em alto risco.
O índice de infestação do mosquito Aedes aegypti apresentou queda em Aracaju, mas três bairros ainda permanecem em situação de alto risco para surtos de dengue, zika e chikungunya. O quarto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado entre os dias 2 e 10 de julho, indicou um índice geral de 1,5%, classificado como médio risco. No levantamento anterior, realizado em maio, o índice era de 1,9%.
Apesar da redução no índice geral, os bairros Dom Luciano (5,9%), Luzia (4,8%) e Suíssa (4,4%) continuam com índices elevados. Em contraste, localidades que apresentavam situação crítica mostraram melhora significativa, como Cidade Nova, que caiu de 6,5% para 2,6%; Cirurgia, de 9,4% para 2%; Grageru, de 4% para 3,4%; e Santo Antônio, que zerou o índice.
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Dos 48 bairros avaliados no levantamento, 18 foram classificados como de baixo risco, 27 de médio risco e três de alto risco. A pesquisa evidenciou que a maior parte dos criadouros do mosquito ainda é encontrada em recipientes existentes nas residências. Depósitos para armazenamento de água, como tonéis e lavanderias, representaram 40,4% dos focos identificados. Vasos de plantas, recipientes de água para animais e outros objetos domésticos somaram 42,5% dos criadouros. Calhas e tanques foram responsáveis por 8,2% dos focos, enquanto lixo, entulho e pneus responderam por 8,9%.
Entre os meses de maio e junho, mais de 77 mil visitas domiciliares foram realizadas e cerca de 1,4 mil pontos considerados estratégicos para o controle do mosquito foram inspecionados. Além disso, mutirões de limpeza ocorreram em bairros com maior risco e inseticidas foram aplicados em mais de 23 mil imóveis.
No mesmo período, Aracaju registrou 309 notificações de dengue, com 31 casos confirmados. Seis casos de chikungunya foram confirmados, enquanto a zika teve duas notificações, sem confirmação da doença. As autoridades de saúde reiteram que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de recipientes que acumulam água, o que é o principal ambiente de reprodução do mosquito transmissor das arboviroses.
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