Em assembleia do CTM nesta sexta-feira (12), municípios aprovaram ordens de serviço para licitação anulada pela Justiça. Aracaju votou contra e o Estado se absteve.
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, presidente do Consórcio de Transporte Público da Região Metropolitana (CTM), participou, na manhã desta sexta-feira (12), de mais uma Assembleia Ordinária do consórcio, realizada no auditório do Centro Administrativo. O encontro reuniu também os prefeitos de Nossa Senhora do Socorro, Samuel Carvalho, e de Barra dos Coqueiros, Airton Martins, além do secretário de Estado Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação, Júlio Filgueira, representando o governador Fábio Mitidieri. Completaram a mesa os procuradores Hunaldo Mota, do Município de Aracaju, e Diego Araújo, de São Cristóvão, e o diretor-executivo do consórcio, Hector Coronado.
A reunião foi marcada por divergência direta entre Aracaju e os demais municípios. Os representantes de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e São Cristóvão votaram pela emissão das ordens de serviço para as empresas vencedoras dos lotes da licitação de 2024, processo que já havia sido anulado pela Justiça e pelo Tribunal de Contas, com trânsito em julgado. O Estado se absteve da decisão, enquanto Aracaju votou contra.
Emília Corrêa relembrou o histórico do processo e criticou a mudança de posicionamento dos municípios. “A licitação já tinha sido anulada, sepultada pela Justiça, pelo Tribunal de Contas, com trânsito em julgado, com a decisão dos municípios, em uma das sessões, de não recorrer àquela decisão, como o município de Socorro, o município da Barra, não iria recorrer ou não recorreu. O Estado, na época, se absteve e São Cristóvão era contra. Acontece que houve uma decisão desses municípios e, hoje, estranhamente, se recua e se muda de posicionamento, querendo hoje que o consórcio emita ordens de serviço para uma licitação que está devidamente anulada”, afirmou a prefeita.
A gestora foi categórica ao garantir que Aracaju não cumprirá a deliberação, ressaltando que é o único município a custear o subsídio concedido às empresas que operam no sistema. “Aracaju não vai emitir essas ordens de serviço, porque vai na contramão do que a Justiça decidiu. É um desrespeito à Justiça, é um desrespeito ao povo de Aracaju. E é o povo de Aracaju, principalmente, que tem sofrido muito, e é o município de Aracaju que tem carregado o consórcio e todos os benefícios que existem através do consórcio. A gente não vai admitir isso de forma nenhuma”, declarou Emília Corrêa.
Siga o R2 Notícias e receba as notícias em primeira mão.
