Trabalhadores da extinta empresa de limpeza urbana BTS não receberam verbas rescisórias e tiveram o FGTS irregular. A denúncia foi feita pelo vereador Camilo Daniel na Câmara de Aracaju nesta quarta (10).
O vereador Camilo Daniel, durante pronunciamento na Câmara Municipal de Aracaju, denunciou a falta de pagamento de verbas rescisórias e possíveis irregularidades no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de ex-funcionários da antiga empresa BTS, que atuava na limpeza urbana da cidade. A declaração foi feita nesta quarta-feira (10) e gerou repercussão entre os presentes.
De acordo com Camilo, trabalhadores que dedicaram anos ao serviço na BTS deixaram seus postos sem receber as verbas rescisórias devidas. Além disso, ele ressaltou que, em alguns casos, o FGTS não estaria sendo recolhido regularmente. “Conversei com vários agentes de limpeza e eles relataram que não receberam suas rescisões. Há trabalhadores que dedicaram mais de uma década à empresa e até hoje aguardam o pagamento de direitos trabalhistas”, destacou o vereador.
Ele também informou que a denúncia partiu de uma funcionária que o procurou para relatar a situação. Após o encerramento das atividades da BTS, os trabalhadores foram absorvidos pela empresa Ramac, mas continuam sem receber os valores referentes às suas rescisões contratuais. Camilo Daniel enfatizou a importância de providências por parte dos órgãos responsáveis para que essa situação seja resolvida.
Outro ponto abordado pelo vereador foi a necessidade de ampliar a fiscalização sobre as empresas que mantêm contratos ou concessões públicas. “É importante que esta Casa fiscalize com mais rigor essas situações. Estamos falando de recursos públicos e de trabalhadores que não podem ser prejudicados dessa forma”, afirmou, enfatizando a relevância do acompanhamento das condições de trabalho e pagamento nas empresas contratadas.
Além das denúncias relacionadas à BTS, Camilo Daniel mencionou que também recebeu relatos de funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviços à Prefeitura de Aracaju. Segundo ele, esses trabalhadores estariam enfrentando atrasos no pagamento de salários, que podem ocorrer com uma demora de 15 a 20 dias. A situação levanta preocupações sobre a gestão e a responsabilidade das empresas que atuam em parceria com o poder público.
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