A Prefeitura de Aracaju proíbe a venda de bebidas alcoólicas previamente preparadas, incluindo o 'príncipe maluco', durante os eventos juninos de 2026. A medida integra a 'Operação Copo Limpo'.
A Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju (SMS), por meio da Rede de Vigilância Sanitária (Revisa), reforça a proibição da comercialização de bebidas alcoólicas previamente preparadas durante os festejos juninos realizados na capital sergipana ao longo do mês de junho. A medida tem como objetivo proteger os consumidores dos riscos associados ao consumo de produtos sem procedência comprovada, sem rotulagem adequada e com composição desconhecida.
Entre os produtos abrangidos pela restrição está o chamado ‘príncipe maluco’, bebida frequentemente encontrada em barracas de drinks durante eventos populares. De acordo com as normas vigentes, não é permitida a venda de bebidas destiladas previamente manipuladas, especialmente as produzidas de forma artesanal ou sem controle sanitário. A preparação ou mistura de bebidas alcoólicas pelos comerciantes só poderá ocorrer durante o evento e na presença do consumidor, utilizando exclusivamente produtos regularizados e devidamente registrados nos órgãos competentes.
A iniciativa está alinhada à ‘Operação Copo Limpo’, ação integrada que reúne órgãos estaduais e municipais para prevenir e combater a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas em Aracaju. A medida também consta no edital de cadastramento de ambulantes e comerciantes para os eventos juninos de 2026, publicado pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), que estabelece expressamente a proibição da manipulação prévia de bebidas.
Segundo a gerente de Alimentos da Revisa, Laila Garcia, a decisão foi reforçada após registros recentes de intoxicação por metanol em diferentes regiões do país. Diante desse cenário, foi criada uma comissão formada por representantes do Ministério Público, Polícia Civil, Vigilância Sanitária, Polícia Científica, Procon e Emsurb para atuar na prevenção e no combate à comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas no município.
Permanece autorizada a comercialização de bebidas industrializadas que possuam rotulagem adequada e identificação de origem. A Revisa alerta que o principal risco das bebidas previamente preparadas está justamente na impossibilidade de conhecer sua composição, o que pode expor os consumidores a substâncias nocivas à saúde.
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