A ausência de um Plano Diretor adequado para Aracaju tem gerado preocupações em relação ao crescimento urbano da cidade. Sem diretrizes claras, o desenvolvimento muitas vezes atende a interesses que não priorizam o bem-estar da população.
Na última terça-feira, 03 de junho de 2026, o Ministério Público Federal (MPF) divulgou uma recomendação solicitando a suspensão de licenças ambientais e urbanísticas, além da interrupção imediata de obras de prédios com mais de quatro andares na Zona de Expansão de Aracaju.
A recomendação do MPF considera as particularidades da região, que enfrenta problemas crônicos de infraestrutura. Apesar da seriedade do apelo, a eficácia da medida está em dúvida, já que não há garantias de que as construtoras acatem a orientação do Ministério Público.
A Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas (Assemp) manifestou sua posição em relação à recomendação do MPF. Em nota, a associação defendeu a autorregulação e afirmou que os projetos em andamento são submetidos a análises técnicas rigorosas pelos órgãos competentes, assegurando que todas as exigências estruturais e ambientais estão sendo cumpridas na Zona de Expansão.
Enquanto isso, a Prefeitura Municipal de Aracaju se encontra em uma posição de espera, alegando que está avaliando o documento enviado pelo MPF. Até o momento, não houve pronunciamento oficial por parte da administração municipal sobre o assunto.
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