No dia 28 de maio de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Sergipe promoveu o II workshop sobre boas práticas no atendimento materno, alinhado ao Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna. O evento teve como objetivo fortalecer a rede materno-infantil no estado e aprimorar a assistência prestada a gestantes e recém-nascidos.
O workshop reuniu profissionais de maternidades, ambulatórios, atenção primária e outros serviços que compõem a rede de cuidado. Durante o encontro, foram discutidas estratégias para a redução da mortalidade materna e infantil, com foco em uma assistência humanizada, segura e qualificada. A SES enfatizou a necessidade de investimento contínuo na capacitação de profissionais e gestores da saúde.
“Esse ano, vamos abordar sobre o parto humanizado e compartilhar experiências exitosas desenvolvidas pela enfermagem obstétrica nas maternidades de risco habitual do estado”, destacou Kelly Bianca Costa, referência técnica da Rede Materna da Daes. “Além disso, vamos analisar os 10 passos do cuidado obstétrico, incluindo o passo zero, que introduz a discussão sobre racismo e equidade racial na assistência materna.”
A diretora da Daes, Neuzice Lima, ressaltou que a assistência começa na unidade básica de saúde, onde a gestante inicia o pré-natal. A continuidade do cuidado nas maternidades é essencial para garantir acolhimento e um atendimento de qualidade para mães e bebês.
“Quando falamos em parto humanizado, estamos garantindo que a mulher seja acolhida, ouvida e respeitada em um momento tão importante da vida. Isso inclui oferecer informações corretas, respeitar suas escolhas e assegurar direitos previstos em lei, como a presença de acompanhante e o acesso às doulas”, afirmou Neuzice Lima.
Em 2025, Sergipe registrou cerca de 29 mil partos, entre normais e cesarianas, realizados em maternidades credenciadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O estado conta atualmente com nove maternidades de risco habitual e uma de alto risco, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes.
A Maternidade Zacarias Júnior, localizada em Lagarto, é uma referência em Sergipe e foi a primeira unidade do estado a contar com um Centro de Parto Normal, priorizando o protagonismo da mulher e a redução de intervenções desnecessárias.
“A importância de um evento como este está na troca de experiências e na construção de uma assistência cada vez mais qualificada e humanizada”, afirmou Ana Zulica, enfermeira obstétrica, destacando o valor do workshop para discutir temas como o protagonismo da mulher durante o parto e a atuação das doulas.






Fonte: Saúde – Sergipe
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