As previsões sobre a formação de um novo fenômeno meteorológico El Niño têm recebido atenção nos últimos dias. A Gerência de Meteorologia da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac) destaca a necessidade de monitoramento, mas alerta para a prudência na análise dos prognósticos climáticos.
A meteorologista da Semac, Wanda Tathyana de Castro, anunciou um aumento na probabilidade de formação de um novo El Niño no segundo semestre de 2026. Contudo, ela ressalta que ainda não é possível prever com segurança a intensidade máxima que o fenômeno poderá atingir.
Wanda Tathyana aponta que os sinais observados no oceano Pacífico têm chamado a atenção dos especialistas. Indicadores de aquecimento das águas do Pacífico Equatorial e sinais de transição para o El Niño estão sendo monitorados. As projeções indicam que o fenômeno pode se consolidar entre maio e julho de 2026, com potencial de se manter ativo até o início de 2027. Modelos climáticos sugerem a possibilidade de um evento forte a muito forte, mas a confirmação científica sobre a magnitude ainda não foi alcançada.
O El Niño é um fenômeno natural que se caracteriza pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial. Durante sua ocorrência, as temperaturas da superfície do mar permanecem acima da média por um longo período. O fenômeno ocorre em intervalos irregulares, a cada dois a sete anos, e causa alterações no clima local e global. No Brasil, os efeitos variam entre as regiões: enquanto o Norte e Nordeste enfrentam um aumento do risco de seca, o Sul pode experimentar chuvas intensas.
No caso de confirmação do El Niño no segundo semestre, o Nordeste do Brasil, incluindo Sergipe, pode enfrentar redução das chuvas, aumento das temperaturas e maior risco de seca. Esses efeitos podem afetar os recursos hídricos e a produção agrícola, especialmente se o fenômeno se mostrar intenso e persistente.
A Semac ressalta a importância do monitoramento e tranquiliza a população, afirmando que não há motivo para pânico. “É essencial acompanhar os boletins climáticos e adotar medidas preventivas para minimizar os impactos sobre os recursos hídricos e a produção agrícola”, enfatiza Wanda Tathyana.
A Defesa Civil Estadual também está se preparando para a situação. O coronel Silvio Prado, subsecretário adjunto da Defesa Civil, informou que a equipe já está em contato com coordenadores municipais para discutir estratégias de enfrentamento. “O Governo do Estado está se preparando para aumentar a operação carro-pipa e a assistência humanitária aos municípios afetados. Essas medidas serão adotadas assim que novos decretos de emergência forem emitidos”, afirmou.
Os possíveis impactos do El Niño de 2026/2027 incluem a redução dos níveis dos reservatórios, perdas na produtividade agrícola, períodos prolongados sem chuvas e prejuízos na criação de animais. Especialistas recomendam que a população esteja atenta ao uso consciente da água, mantenha cisternas, armazene ração para o gado e diversifique plantios com culturas mais resistentes à seca.
A Semac orienta a sociedade a acompanhar os boletins de monitoramento climático do El Niño e os alertas de seca divulgados periodicamente pelo Governo do Estado.

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