Projeto final simula ambiente real de jogos e valida competências técnicas em programação, design e lógica para a indústria de tecnologia
O curso de Desenvolvimento de Jogos do Senac Sergipe, de 100 horas, terminou com a criação do Nekobakoban, jogo eletrônico produzido inteiramente pelos alunos da turma.
O curso de Desenvolvimento de Jogos é uma formação de aperfeiçoamento, pertencente ao eixo tecnológico de Informação e Comunicação, segmento de Games, com carga horária de 100 horas. O Nekobakoban é inspirado na mecânica clássica do Sokoban, e sua construção foi organizada em três etapas: concepção e arte conceitual, prototipagem e polimento.
Como projeto final da formação, os estudantes desenvolveram o Nekobakoban, um jogo 2D do gênero puzzle que reúne raciocínio lógico, desafios progressivos e uma identidade visual inspirada no universo dos gatos. Participaram da atividade os alunos Beatriz Rezende, Daniel Felipe, Denis Almeida, João Victor dos Santos, Gustavo Bispo, Lara Correia, Stewie Souza e Raul de Oliveira.
Para o instrutor do curso, Everton Shigueru, o projeto permitiu transformar os conhecimentos trabalhados ao longo da formação em uma experiência concreta de desenvolvimento. “Os alunos compreenderam que desenvolver um jogo vai além da programação. É necessário pensar no conceito, mecânica, experiência do usuário, arte, som, testes e correções”, destacou.
Segundo o coordenador dos cursos de Tecnologia da Informação do Senac Sergipe, Claudio Candido dos Santos, durante a produção do jogo os estudantes precisaram tomar decisões, distribuir responsabilidades, testar soluções e buscar alternativas. “Não estamos falando somente de aprender uma ferramenta ou uma linguagem de programação. Falamos de transformar conhecimento em solução, trabalhar colaborativamente, testar ideias e criar algo que possa ser utilizado por outras pessoas”, pontuou.
A visão pedagógica
“Quando o aluno participa da construção de um projeto desde a concepção até a apresentação do resultado, ele deixa de ser apenas receptor de informações e passa a assumir um papel ativo na própria aprendizagem. Projetos como este desenvolvem autonomia, colaboração, criatividade e capacidade de solucionar problemas”, acrescentou a analista pedagógica Andrea Figueiredo.
“O curso foi surpreendente e desafiador. A interação com o professor, com os colegas de classe e a troca de experiências foi enriquecedora. O nosso projeto foi na realidade uma construção de tentativa e erro bastante produtiva e exitosa”, finalizou o aluno Dennis Almeida.

Com informações do Senac Sergipe
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