Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju nesta sexta (11). A PF investiga compartilhamento de arquivos com violência sexual contra crianças e adolescentes; o suspeito teria distribuído material entre 2023 e 2026.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju, nesta sexta-feira (11), durante a sétima fase da Operação Argos, conduzida pela Polícia Federal. A ação integra investigações sobre o compartilhamento de arquivos com conteúdo de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Segundo a Polícia Federal, o trabalho teve início a partir de monitoramento na internet que identificou um usuário suspeito de disponibilizar material ilícito por meio de uma rede de compartilhamento de dados. A investigação aponta que o suspeito teria disponibilizado, entre os anos de 2023 e 2026, pelo menos 114 arquivos com esse tipo de conteúdo.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos um aparelho celular e outros dispositivos eletrônicos. O material digital será submetido a perícia técnica com o objetivo de buscar novos elementos, verificar a existência de mais arquivos e identificar outros possíveis envolvidos nas práticas investigadas.
Os fatos apurados podem configurar os crimes de armazenamento e compartilhamento de material de violência sexual envolvendo crianças ou adolescentes, conforme informado pela Polícia Federal. A autoridade responsável pelo caso seguirá os procedimentos previstos para coleta, análise forense e eventual responsabilização conforme os resultados das perícias e das apurações.
A Polícia Federal também orientou pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes como forma de reduzir riscos. A recomendação incluiu a importância do diálogo sobre segurança digital e o incentivo para que os jovens comuniquem qualquer situação suspeita.
A operação em Aracaju integra fases anteriores de atuação que têm como foco a repressão a crimes relacionados à exploração sexual infantojuvenil em ambientes digitais. As diligências desta etapa tiveram caráter investigativo e de coleta de provas, com a apreensão de equipamentos que passarão por análise técnica especializada.
A investigação continuará em curso enquanto peritos e delegados apuram o alcance do material encontrado, a origem dos arquivos e a possível existência de uma rede de compartilhamento. Novas medidas judiciais e investigativas poderão ser adotadas conforme os elementos que surgirem no decorrer das perícias e das entrevistas realizadas pelas autoridades.

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